Marco Costa recordou as dificuldades financeiras da infância e a importância dos verões passados com a família no Norte
O pasteleiro partilhou nas redes sociais uma recordação da infância que o levou de volta aos verões passados no Norte, junto da família. Recordou as dificuldades financeiras que viveu nessa altura e explicou por que motivo aquelas férias representavam muito mais do que uma pausa na rotina escolar.
Marco Costa revela por que contava os dias para as férias
Até aos 14 ou 15 anos, a chegada do verão era um dos momentos mais aguardados pelo pasteleiro. Nessa altura, viajava para o Norte, onde ficava em casa da tia Fátima e convivia com os primos Raquel e Bruno.
«Quando era pequeno, talvez até aos meus 14/15 anos, o momento alto da minha vida era chegar o verão e vir para o Norte, para casa da tia Fátima e dos meus primos Raquel e Bruno», recordou.
A importância dessas férias estava também relacionada com as dificuldades económicas que enfrentava durante o resto do ano.
«Era tão pobre que contava os dias para chegarem as férias», confessou.
O pasteleiro explicou que aqueles dias lhe permitiam ter acesso a coisas que não faziam parte do seu quotidiano e que, por isso, tinham um valor especial.
«Não era apenas pela alegria de estar de férias, mas porque sabia que, naqueles dias, ia ter acesso a coisas que não tinha durante o resto do ano. Coisas que, para muitos, eram normais, mas que para mim eram verdadeiros privilégios», acrescentou.
Primo Bruno foi como um irmão mais velho
Na mesma publicação, destacou a importância dos primos durante a infância, dedicando uma atenção especial a Bruno. A relação entre ambos ultrapassou os laços familiares, tornando-se uma referência no seu crescimento.
«Cresci a olhar para eles como exemplos. E o Bruno foi sempre muito mais do que um primo. Foi o irmão mais velho que nunca tive», revelou.
Recordou ainda os ensinamentos que recebeu e que continuam a influenciar a forma como encara a vida e a profissão.
«Ensinou-me a ser homem, a ser profissional, a ser competitivo, a lutar pelos meus objetivos e, acima de tudo, a perceber que nada se conquista sem dedicação, trabalho e entrega», escreveu.
Marco Costa leva a filha Mimi ao Norte
As memórias daqueles verões continuam presentes na vida do pasteleiro. Recentemente, decidiu levar a filha, Mimi, ao Norte para lhe apresentar os lugares e as pessoas que fizeram parte de uma fase marcante da sua infância.
«Este fim de semana, quis trazer a Mimi para conhecer um bocadinho do lugar e das pessoas que fizeram o pai dela tão feliz durante os verões da sua infância», partilhou.
A visita permitiu-lhe revisitar essas memórias e recordar os valores que guarda até hoje.
«Hoje, olho para trás e percebo que não foram apenas os verões felizes que me deram. Deram-me referências, valores e ensinamentos que levo comigo até hoje. E por isso serei sempre grato à vida pela família que tenho», afirmou.
«Há heranças que não se medem em dinheiro»
Na parte final da publicação, refletiu sobre os lugares, as pessoas e os momentos que permanecem na memória.
«Porque há lugares que nunca esquecemos, pessoas que nunca deixamos de admirar e momentos que ficam para sempre dentro de nós», escreveu.
O pasteleiro voltou a reconhecer a importância daqueles anos no seu percurso.
«E se hoje sou quem sou, muito devo àqueles verões, àquela casa e à família que me fez tão feliz.»
A terminar, deixou uma reflexão sobre o valor dos ensinamentos e do amor recebidos ao longo da vida.
«Há heranças que não se medem em dinheiro. Medem-se nos valores que nos deixam, no amor que nos dão e na pessoa que nos ajudam a ser», concluiu.






