Foi com o coração apertado e olhos marejados que familiares, amigos e colegas de profissão se reuniram na passada quarta-feira, dia 9 de julho, na Igreja Matriz de Gondomar, para prestar uma última homenagem a Diogo Jota, de 28 anos, e André Silva, de 25, vítimas de um trágico acidente de viação em Zamora, Espanha, ocorrido há exatamente uma semana…
A missa de sétimo dia foi marcada por um profundo silêncio e emoção, naquele que foi mais um duro momento para a família dos dois jovens. Entre os rostos que mais refletiram o peso da tragédia esteve Isabel Silva, mãe das vítimas, que chegou à igreja visivelmente abalada, amparada por amigos. Ao seu lado, o marido, Joaquim, partilhava o sofrimento de quem viu partir dois filhos num só instante. O avô de Diogo e André, profundamente emocionado, também marcou presença e não conteve as lágrimas.
A cerimónia religiosa transformou-se num momento de solidariedade coletiva, onde as palavras foram poucas, mas os gestos disseram tudo. Rostos conhecidos do mundo do futebol fizeram questão de estar presentes para prestar apoio e manifestar respeito. Entre eles, Diogo Costa e João Mário, jogadores do FC Porto, assim como os antigos internacionais Ricardo Carvalho e Daniel Carriço. José Sá e Raquel Jacob, assim como os colegas de equipa de Diogo Jota no Liverpool, Alisson Becker e Luis Díaz, também não faltaram neste adeus carregado de dor.
Até ao momento, as causas exatas do acidente continuam por apurar. A investigação das autoridades espanholas prossegue, com a colaboração da família, incluindo a esposa de Diogo Jota, que ajudou a fornecer informações fundamentais sobre o trajeto e as últimas comunicações com o jogador.
Recorde-se que Diogo Jota, estrela da seleção nacional e do Liverpool FC, era não só um dos maiores talentos do futebol português da atualidade, mas também um exemplo de humildade e ligação à terra natal. A sua perda, assim como a do irmão, deixou uma ferida aberta no seio da comunidade gondomarense — uma dor partilhada por todos aqueles que, esta semana, se uniram no luto, na memória e na oração.






