Turistas, religiosos e comerciantes recordam o antigo Papa enquanto Leão XIV domina as lojas e os discursos na Praça de São Pedro…
Um ano após a morte do Papa Francisco, Roma continua a viver entre a emoção da memória e o ritmo acelerado do turismo religioso. Na Praça de São Pedro e nas ruas em redor da basílica, muitos visitantes nem sequer sabiam que se assinalava a data da morte do pontífice argentino, enquanto outros aproveitaram o momento para prestar homenagem ao homem que marcou uma geração de católicos.
Foi o caso de Liliana, Samuel e Cláudia, turistas vindos de Mondim e Celorico de Basto, que descobriram por acaso a evocação da data ao ouvirem, na basílica, que a missa era dedicada a Francisco. A experiência acabou por marcar especialmente Liliana, que descreveu a Basílica de São Pedro como um lugar com “uma energia especial”, apesar de sentir também o lado mais comercial e turístico da cidade.
Nas lojas de artigos religiosos em redor do Vaticano, a figura de Leão XIV já domina por completo. Terços, pagelas, calendários e imagens do novo líder da Igreja Católica são os produtos mais procurados, relegando a memória de Francisco para segundo plano. Segundo funcionários locais, ainda existem algumas vendas relacionadas com João Paulo II, mas o atual Papa é agora quem concentra a atenção dos peregrinos e visitantes.
Entre os turistas, o novo Papa também já desperta opiniões fortes. Alguns elogiam a sua postura em temas internacionais, incluindo declarações recentes vistas como críticas a Donald Trump. Para muitos visitantes, Leão XIV representa uma figura mais combativa e focada na paz mundial, enquanto Francisco será recordado sobretudo pela sua proximidade aos pobres, aos migrantes e aos mais frágeis.
Apesar das mudanças e da forte componente turística, continua a existir espaço para a espiritualidade em Roma. Religiosas, peregrinos e visitantes mantêm viva a memória de Francisco, que muitos consideram ter sido “um santo da Igreja”. Entre a fé e o comércio, a capital italiana continua a ser vista por muitos como um lugar único, onde a religião permanece no centro da experiência.






