Julian McMahon, ator australiano conhecido pelo seu papel como Doctor Doom nos filmes Fantastic Four, faleceu esta quarta-feira, 2 de julho, aos 56 anos, vítima de cancro. A informação foi confirmada pela esposa do ator ao site norte-americano Deadline.
A morte do artista apanhou muitos fãs e colegas de surpresa, uma vez que Julian McMahon travava uma luta privada contra a doença, nunca tendo tornado pública a sua condição de saúde.
“Julian amava a vida, o seu trabalho e os seus fãs”
A esposa, Kelly McMahon, prestou uma sentida homenagem ao ator:
“Com o coração aberto, desejo partilhar com o mundo que o meu querido marido, Julian McMahon, morreu pacificamente esta semana, após um esforço valente para superar o cancro. Julian amava a vida. Amava a sua família. Amava os seus amigos. Amava o seu trabalho e amava os seus fãs.”
Em nome da família, Kelly pediu ainda que todos os que receberam alegria através do trabalho de Julian “continuem a encontrar alegria na vida”, agradecendo o carinho e as memórias deixadas pelo ator.
Uma carreira versátil no cinema e televisão
Julian McMahon destacou-se internacionalmente em múltiplos projetos tanto no grande ecrã como na televisão. Ficou eternizado como o icónico vilão Doctor Doom nos filmes Fantastic Four (2005) e Fantastic Four: Rise of the Silver Surfer (2007), ao lado de Jessica Alba, Chris Evans e Ioan Gruffudd.
No pequeno ecrã, brilhou em produções de sucesso como Charmed, onde interpretou Cole Turner, e foi protagonista da aclamada série Nip/Tuck entre 2003 e 2010. Mais recentemente, integrou o elenco das séries FBI: Most Wanted, Runaways e The Residence (2025), onde curiosamente interpretou o seu próprio pai, Billy McMahon — antigo primeiro-ministro da Austrália.
Uma vida marcada por talento e discrição
Nascido em Sydney a 27 de julho de 1968, Julian era filho de Sonia Rachel Hopkins e de William “Billy” McMahon, que liderou o governo australiano entre 1971 e 1972. A sua ligação ao mundo da política nunca o afastou do sonho de ser ator, tendo conquistado reconhecimento internacional pela sua elegância, intensidade dramática e versatilidade em papéis tanto de herói como de vilão.
A sua última aparição pública aconteceu em março de 2025, na estreia do filme The Surfer no festival South by Southwest, nos Estados Unidos. Segundo testemunhos da época, o ator estava visivelmente fragilizado, embora ainda com o sorriso que sempre o caracterizou.





