Ator surge mencionado na investigação que levou à condenação de Nuno Santos. Conversas telefónicas estarão entre os elementos analisados pelas autoridades.
O caso mediaticamente apelidado de “Uber da Droga” continua a dar que falar depois de terem sido conhecidos novos detalhes sobre a investigação que culminou na condenação de Nuno Santos, apontado como líder de uma rede de tráfico de estupefacientes que operava na região da Grande Lisboa. Entre os nomes referidos no processo surgem figuras conhecidas do público português, incluindo o ator José Carlos Pereira, a atriz Marta Gil e o judoca olímpico Jorge Fonseca.
De acordo com informações divulgadas pelo Observador e posteriormente desenvolvidas pelo Correio da Manhã, José Carlos Pereira terá sido identificado através de interceções telefónicas realizadas durante a investigação. Uma das alegadas chamadas ocorreu na manhã de 16 de setembro de 2023, quando o ator seguia na A5 em direção a Lisboa. Segundo os relatos, o contacto teria tido como objetivo combinar um encontro com Nuno Santos.
Ainda de acordo com as mesmas informações, cerca de vinte minutos depois, pelas 10h21, José Carlos Pereira terá efetuado uma nova chamada para o alegado líder da rede, procurando saber a sua localização. Até ao momento, o ator não se pronunciou publicamente sobre o conteúdo destas alegações nem sobre a sua referência no processo.
Entretanto, Marta Gil já reagiu às notícias que a envolvem no caso, negando qualquer ligação à atividade criminosa investigada. A atriz afirmou perante as autoridades e em tribunal que nunca adquiriu droga ao arguido e garantiu desconhecer qualquer alegada atividade de tráfico por parte de Nuno Santos. Também Jorge Fonseca viu o seu nome associado ao processo, mas o advogado do atleta assegurou publicamente que o judoca não teve qualquer envolvimento na rede.
Importa sublinhar que a presença de um nome numa investigação ou em escutas telefónicas não significa, por si só, a prática de qualquer crime. No processo judicial que levou às condenações, o foco principal incidiu sobre os arguidos acusados de tráfico de droga, tendo o tribunal considerado provada a existência de uma estrutura organizada dedicada à venda de substâncias ilícitas. A lista de contactos analisados pelas autoridades incluía ainda empresários, profissionais de saúde, trabalhadores da aviação e antigos participantes de reality shows, refletindo a dimensão da investigação.






