O corpo do bebé, ainda com o cordão umbilical, foi descoberto por trabalhadores da central de resíduos da ERSUC.
Uma descoberta macabra abalou a cidade de Coimbra na noite de quarta-feira, quando um bebé recém-nascido foi encontrado sem vida numa lixeira, situada em Vil de Matos. O corpo do bebé, de ascendência africana e ainda com o cordão umbilical, foi detetado nas instalações da ERSUC – Resíduos Sólidos do Centro, S.A., durante o processo de triagem de lixo. O alerta foi dado por volta das 21h30, levando as autoridades a deslocarem-se de imediato ao local.
De acordo com informações avançadas pelo Diário de Coimbra, a descoberta foi feita por funcionários que operavam no complexo de tratamento de resíduos. O choque entre os trabalhadores foi generalizado, dado o estado em que o corpo foi encontrado. A Guarda Nacional Republicana (GNR) foi inicialmente chamada para o local, mas a Polícia Judiciária (PJ) já assumiu a investigação, por se tratar de um caso com contornos criminais e que levanta sérias suspeitas sobre o que poderá ter acontecido antes do bebé chegar às instalações.
As autoridades estão agora a tentar determinar a origem do contentor onde o corpo foi encontrado, tarefa particularmente difícil uma vez que a ERSUC recebe resíduos de 36 municípios da região Centro, abrangendo uma área de mais de 6.600 km² e tratando cerca de 300 mil toneladas de lixo por ano. Cada detalhe pode ser crucial para perceber de que local partiu o saco de resíduos que continha o recém-nascido. A Polícia Judiciária de Coimbra está a recolher todas as provas possíveis e deverá ordenar a realização de uma autópsia para confirmar as causas da morte e apurar se o bebé nasceu com vida.
O caso tem gerado forte comoção nas redes sociais e entre os habitantes da região. Muitos apelam a uma investigação célere e a um debate sobre as políticas de apoio a mulheres em situações de vulnerabilidade extrema. Em Portugal, casos semelhantes têm sido raros, mas este episódio vem lembrar a importância da vigilância social e do reforço das estruturas de acolhimento e apoio materno. A PJ mantém a investigação em curso e promete divulgar mais informações assim que existirem dados concretos sobre o sucedido.




