Filomena Silva revelou ter pedido à juíza o adiamento da sessão, mas o pedido foi recusado
O caso do desaparecimento de Mónica Silva, na Murtosa, continua a marcar a atualidade judicial e emocional das famílias envolvidas. Esta quinta-feira, Filomena Silva, tia da jovem desaparecida, não conseguiu esconder a dor e fez um desabafo público: “Faz dois anos que a minha sobrinha foi levada. É um dia difícil para todos nós”.
Segundo revelou, Filomena pediu formalmente à juíza responsável pelo processo o adiamento da sessão marcada para esta data simbólica, mas o pedido foi recusado. “Sinto que é uma falta de sensibilidade perante a dor da família”, afirmou, sublinhando que a coincidência da audiência com o segundo aniversário do desaparecimento da sobrinha lhe causa um peso acrescido.
O caso de Mónica Silva voltou a estar em destaque depois da absolvição de Fernando Valente, acusado de homicídio qualificado e outros crimes graves relacionados com o desaparecimento da jovem. O Ministério Público já anunciou que vai recorrer da decisão para o Tribunal da Relação do Porto, defendendo que existem contradições na sentença e pedindo uma pena de 25 anos de prisão.
A família continua a lutar por justiça e a manter viva a memória de Mónica. “Não podemos desistir, mesmo quando a justiça parece não nos ouvir. Vamos continuar a lutar por ela”, afirmou Filomena, visivelmente emocionada.






