A PSP está a investigar o desaparecimento das peças usadas na final do programa da RTP, num caso que envolve versões diferentes entre a designer responsável pelas joias e a produtora de moda
Um conjunto de joias de luxo está no centro de uma investigação policial depois de ter desaparecido na sequência da gala final do “The Voice”, transmitida pela RTP.
O processo está a ser acompanhado pelo Departamento de Investigação e Ação Penal de Lisboa (DIAP) e envolve Maria Baptista, responsável pela criação das peças, e Raquel Guerreiro, produtora de moda encarregue do visual da apresentadora.
Peças de luxo usadas no programa continuam desaparecidas
O lote em causa era composto por seis gargantilhas, uma pulseira, quatro pares de brincos e um par de ganchos de cabelo.
As peças foram produzidas em ouro branco e amarelo e incluíam brilhantes, quartzos verdes e esmeraldas colombianas. O custo de produção ultrapassou os 86 mil euros, enquanto o valor estimado de venda no mercado superava os 346 mil euros.
As joias foram usadas por Maria Petronilho na emissão de 4 de janeiro. Segundo os dados reunidos no inquérito, a entrega das peças estava prevista para o dia seguinte à gala, na ourivesaria da família da criadora, situada em Campo de Ourique.
Contudo, a devolução acabou por não acontecer e o material permaneceu desaparecido.
Designer e produtora apresentam versões diferentes sobre o caso
Perante a ausência das joias, Maria Baptista apontou responsabilidades a Raquel Guerreiro pelo paradeiro das peças.
O contacto entre ambas manteve-se até 7 de janeiro, altura em que, segundo a informação disponível, a produtora deixou de responder às mensagens. Nesse mesmo período, Raquel Guerreiro dirigiu-se à PSP de Faro para apresentar uma participação por furto.
Até ao momento, as autoridades ainda não localizaram as joias nem identificaram os responsáveis pelo desaparecimento.
Sabe-se que as peças foram colocadas num saco azul da cadeia Ikea e transportadas dos estúdios de Paço de Arcos para o Beato. A produtora de moda responsabiliza a empresa de transportes contratada pelo desaparecimento, enquanto a designer continua a apontar responsabilidades à produtora pelo paradeiro do material.






