Participação de Israel na Eurovisão e possibilidade do vencedor recusar representar Portugal elevam a controvérsia à máxima tensão
O Festival da Canção 2026 promete ser uma das edições mais controversas de sempre, com polémicas à volta da participação de Israel na Eurovisão e a possibilidade de o vencedor não aceitar representar Portugal. A situação tem gerado debate entre fãs e comentadores, com a atenção virada para como a RTP irá gerir o certame em caso de recusas ou protestos. A estação pública mantém, no entanto, uma postura firme, garantindo que o festival seguirá conforme planeado.
Fontes da RTP explicaram à Boa Onda que “a RTP vai fazer o Festival da Canção como sempre, depois do Festival veremos”, referindo-se à hipótese de um concorrente que subscreveu o manifesto contra Israel vencer o concurso. A emissora acrescentou ainda que, caso o vencedor não queira representar o país, não haverá margem para negociações: a substituição será automática, seguindo o regulamento previamente anunciado durante a apresentação oficial do evento.
Entre os concorrentes desta edição destacam-se nomes de estilos variados, incluindo Cristina Branco, Bateu Matou, Rita Dias, Djodje, Mário Marta, Marquise, Inês Jacaré, Ana Margarida Cana Pereira e EVAYA. As duas semifinais estão marcadas para os dias 21 e 28 de fevereiro, enquanto a grande final acontecerá a 7 de março. A apresentação ficará a cargo de Filomena Cautela, Vasco Palmeirim, Catarina Maia e Alexandre Guimarães, mantendo a tradição de um quarteto dinâmico que promete cativar o público.
A RTP já esclareceu que, caso o vencedor não aceite representar Portugal, outro concorrente será escolhido para a Eurovisão. Enquanto isso, vários países, como Irlanda, Espanha, Países Baixos, Eslovénia e Islândia, confirmaram presença na edição de 2026, aumentando a pressão sobre Portugal para garantir uma representação à altura. Com todas estas incertezas, o Festival da Canção deste ano arrisca tornar-se uma das edições mais imprevisíveis e mediáticas de sempre.






