Repórter da CMTV partilha testemunho intenso sobre 12 dias de chuva, frio e histórias reais
Tânia Laranjo recorreu às redes sociais para partilhar um relato profundamente emotivo sobre os dias passados no terreno a acompanhar o impacto do mau tempo em várias regiões do país. A jornalista do Correio da Manhã e da CMTV revelou que saiu de casa há 13 dias para aquilo que seria “só ali” — um serviço rápido — mas que acabou por se transformar numa longa missão no meio da intempérie.
No desabafo, Tânia Laranjo descreve momentos de grande dureza física e emocional. “Já tive frio, chuva e fome. Já molhei os pés e os olhos”, escreveu, numa referência clara às condições extremas enfrentadas. A repórter admite ainda ter vivido episódios de tensão e pânico, como quando não conseguiu contactar uma colega, e momentos de emoção profunda ao ouvir relatos de pessoas que perderam tudo devido ao temporal.
Apesar do cansaço e das adversidades, o testemunho é também marcado por episódios de humanidade e união. A jornalista fala de risos em situações improváveis, de emoções à flor da pele e de um reconhecimento sentido ao trabalho da equipa. “Já gritei com colegas (desculpem) e já aplaudi de pé esta equipa absolutamente incrível”, confessou, sublinhando o espírito de entreajuda vivido no terreno.
Entre botas molhadas, reportagens feitas de bote e aparições televisivas em plena tempestade, Tânia Laranjo destaca ainda o lado mais leve da experiência. Assumiu que se tornou meme, riu-se dos próprios erros e celebrou o sucesso do programa “Doa a Quem Doer”, que voltou a ser o mais visto do cabo, mesmo em condições totalmente adversas.
No final do seu relato, a jornalista deixa uma mensagem clara sobre a sua missão e motivação: “Sei uma coisa: estou exatamente onde quero estar. No país real. Com as pessoas reais”. Uma declaração que reforça a ligação da repórter ao jornalismo de proximidade e ao público que, como sublinha, continua a confiar diariamente na CMTV, mesmo nos momentos mais difíceis.
Veja a seguir:







