Jornalista da CMTV aponta falhas do sistema judicial português e diz que a condenada pela morte de Diogo Gonçalves teve tempo para preparar a fuga…
A detenção de Mariana Fonseca na Indonésia continua a gerar polémica e críticas à justiça portuguesa. Desta vez foi a jornalista da CMTV, Tânia Laranjo, a comentar o caso nas redes sociais, apontando falhas graves no funcionamento do sistema judicial que terão permitido a fuga da condenada.
Sem rodeios, a repórter considerou que o verdadeiro problema não está na forma como Mariana Fonseca conseguiu fugir do país, mas sim no facto de as autoridades não terem impedido a sua saída de Portugal. Na sua análise, a jornalista criticou a demora nos tribunais e afirmou que a condenada teve tempo suficiente para preparar a fuga após conhecer a decisão judicial.
Tânia Laranjo lembrou que, depois da decisão do Supremo Tribunal de Justiça, a arguida recorreu para o Tribunal Constitucional, o que acabou por prolongar o processo. Segundo a jornalista, a lentidão na tramitação dos recursos deu margem para que a enfermeira condenada planeasse a saída do país.
A comentadora traçou ainda um cenário pessimista quanto ao desfecho do processo, defendendo que Mariana Fonseca terá escolhido cuidadosamente um destino sem acordo de extradição com Portugal. Na sua opinião, essa estratégia poderá dificultar seriamente o cumprimento da pena de 23 anos de prisão aplicada pelo homicídio de Diogo Gonçalves.
A terminar, Tânia Laranjo deixou duras críticas ao funcionamento da justiça portuguesa, sugerindo que a condenada terá preparado vários cenários para escapar às autoridades. Já o sistema judicial, disse, parece ter confiado apenas na hipótese de que a arguida não fugiria e acabaria por se entregar voluntariamente.






