A comentadora e Psicóloga, hoje dia 12 de Fevereiro, não hesitou em apelar ao tema delicado e à forma como devemos encarar e abordar situações de violência doméstica.
O tema, de relevância maior, tem estado no topo da atenção dos Portugueses, muito por influência da relação dos concorrentes do Big Brother Famosos, Liliana e Bruno.
No post do instagram partilhado pela comentadora, pode ler-se o seguinte: “ Se urge uma palavra não sei, mas enquanto tenho direito a proferi-la, assim o farei! Banalizar um assunto como a violência doméstica faz-me arrepiar cada pelo do meu corpo! Cada um é livre da sua opinião, cada um sente as coisas à sua maneira consoante as suas vivências, cada um se perturba pelo meio que o envolve… mas todos, todos nós temos, acima de tudo a responsabilidade de moderar o verbo que dispomos! Hoje acordei acossada com centenas de mensagens, partilhas, fotos de alegadas agressões, de uma alegada violência sem precedentes em televisão nacional, e li cada uma! As que me informam e as que me insultam também. Li também o posicionamento da APAV relativamente ao assunto, e não me surpreendi ao ler que se trata de “um jogo, com imagens que podem ser editadas, que não há certeza de acesso à totalidade da informação”. Mais: prossegue: “Deve ser tomado em análise se, numa relação, as pessoas são livres de tomar decisões e de não estarem condicionadas uma à outra.” O que me pasma é a violência com que a liberdade de pensamento próprio está a ser roubada! Em verdade vos digo, se eu acho que está relação entre o Bruno e a Liliana saudável, não parece, mas que totalidade de informação temos para nos acharmos no direito de julgar em praça pública alguém? Sabem? Não é assim que se faz!!!! Isto não trás benefício para ninguém e muito menos para a vítima, que a deixa numa situação delicada e até perigosa! Se acharem que alguém está a braços com um agressor, denunciem sim, em local próprio, com toda a informação disponível. Façam-no por cada um de nós mas façam-no bem! Façam-no por preocupação e não porque sim! Façam-no para proteger a vítima… não o façam porque o jogo merece que se revoltem. A vida, gente, não é um jogo e cá fora morrem quase 50 mulheres por ano, vítimas deste tipo de violência! Por elas e por todas as que sofrem, informem, protejam, denunciem. Mas não banalizem! Cuidemos uns dos outros, com mais amor ❤️ fiquem bem❤️”.






