Comentadora defende figuras públicas portuguesas e condena críticas nas redes sociais
O caso que envolveu Mariana Mortágua e Sofia Aparício, intercetadas pelas autoridades israelitas durante uma missão humanitária rumo a Gaza, continua a gerar fortes reações em Portugal. As duas portuguesas seguiam num barco em águas internacionais quando foram surpreendidas pelas forças israelitas, o que levantou uma onda de solidariedade, mas também de críticas, nas redes sociais.
Entre as muitas vozes que se manifestaram está a de Susana Dias Ramos, que não escondeu a indignação perante os comentários negativos dirigidos às duas mulheres. A comentadora começou por afirmar: “Vergonhosas! RIDÍCULAS. Indiferentemente de partidos políticos, ideologias ou afins são duas mulheres… duas MULHERES!” — sublinhando que, acima de tudo, está em causa a segurança e a vida das pessoas envolvidas.
Visivelmente revoltada com a forma como algumas críticas circularam online, Susana foi ainda mais longe: “E tantas tontas a dizer bosta como se fosse piada! E se me escrevem aí em baixo que elas sabiam ao que iam e que se puseram a jeito ou o cacete a quatro EU JURO que vos lanço uma macumba!” A reação forte rapidamente se destacou entre os comentários que inundaram as redes sociais após o incidente.
Apesar da sua posição, Susana Dias Ramos deixou claro que não apoia necessariamente a decisão das duas portuguesas de integrarem a missão. “Em momento nenhum me viram partilhar a minha opinião acerca da ida… foram, se achei bem? NÃO… Mas e então? Vai daí há direito de dizer o que se quer acerca da segurança e da vida das pessoas? Enfim…”, escreveu, defendendo que a crítica fácil não deve sobrepor-se ao valor da vida humana.
Enquanto isso, o Presidente da República já assegurou que Mariana Mortágua e Sofia Aparício terão todo o apoio consular necessário. O caso continua a ser acompanhado de perto pelas autoridades portuguesas e pela comunicação social, não só pelo risco associado, mas também pela dimensão mediática das figuras envolvidas.
O episódio, que mistura política, solidariedade humanitária e polémica, promete continuar a ser um dos temas mais comentados da semana, dividindo opiniões e despertando debates acesos sobre até que ponto figuras públicas devem participar em missões de elevado risco.
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