A atriz portuguesa revive o medo e a aflição de ter as chamas próximas de sua casa, relembrando também a trágica morte de jovens bombeiros que marcaram os incêndios de setembro…
A atriz Sofia Alves, atualmente protagonista da novela “A Promessa” na SIC, viveu momentos de grande aflição durante os incêndios devastadores que assolaram Portugal em setembro.
Em entrevista à revista TV 7 Dias, Sofia partilhou os detalhes do medo que sentiu ao ver as chamas aproximarem-se perigosamente da sua casa.
As memórias daqueles dias ainda a afetam, especialmente pela tragédia que testemunhou de perto.
Sofia começou por recordar o pânico ao ver o fogo à porta de casa, comparando-o aos incêndios de 2017.
“Foi um susto ter o fogo, como em 2017, à beira do muro. São imagens terríveis, o fogo é algo assustador, nem gosto de me lembrar”, confessou a atriz.
As cenas de destruição e desespero, com pessoas a tentarem salvar as suas propriedades e a fugir das chamas, continuam vivas na sua memória. “É horrível!”, exclamou.
Além do perigo imediato, a atriz partilhou que o impacto emocional da experiência persiste até hoje. “Vivi e vi momentos muito dolorosos e não gosto de pensar neles.
Ainda hoje parece que sinto o cheiro do fumo no ar… Foi horrível”, revelou Sofia, demonstrando como as marcas emocionais dos incêndios são difíceis de apagar. A sensação de impotência e o medo que viveram aqueles dias são sentimentos que a acompanham.
Mas o que mais abalou a atriz foi a tragédia que se seguiu no dia seguinte. “E depois, na manhã seguinte, saber daqueles três jovens bombeiros de Oliveirinha que tinham morrido ali a poucos quilómetros da minha casa… É tudo muito triste e injusto”, lamentou.
A perda destes jovens, que estavam a lutar contra as chamas para proteger vidas e propriedades, deixou Sofia profundamente tocada e solidária com as suas famílias.
Apesar dos momentos dolorosos que viveu, Sofia Alves está atualmente em um bom momento profissional, protagonizando a novela “A Promessa” e sentindo-se “realizada e feliz” com o seu trabalho.
No entanto, a memória dos incêndios e a dor que causaram continuam a pesar, relembrando a importância da luta contra este flagelo que, ano após ano, marca o verão em Portugal.






