A tragédia em Myanmar continua a agravar-se após o sismo de magnitude 7,7 na escala de Richter que atingiu o país na sexta-feira
O número de mortos já ultrapassa os 1.700, enquanto mais de 3.400 pessoas ficaram feridas e outras 300 permanecem desaparecidas. A destruição generalizada afetou edifícios, monumentos históricos e deixou milhares de desalojados, levando a um apelo urgente por ajuda humanitária.
De acordo com informações divulgadas pela junta militar birmanesa, que governa Myanmar desde o golpe de Estado de 2021, as equipas de resgate continuam a retirar corpos dos escombros, aumentando o balanço de vítimas. O abalo foi sentido com intensidade também na Tailândia, onde foram registadas pelo menos 18 mortes, 33 feridos e 78 desaparecidos em Banguecoque. A situação está a ser monitorizada por organizações internacionais, que destacam a necessidade de intervenção rápida para evitar mais perdas humanas.
A resposta internacional começou a ser mobilizada, com o Japão e a China a enviarem equipas de emergência e suprimentos essenciais. O Governo japonês deslocou uma equipa de especialistas da JICA (Agência Japonesa de Cooperação Internacional) para avaliar os danos e coordenar o envio de assistência. Simultaneamente, a China já fez chegar um primeiro lote de ajuda humanitária, incluindo tendas, cobertores e equipamentos médicos, comprometendo-se ainda a fornecer 100 milhões de yuan (aproximadamente 12,7 milhões de euros) em apoio financeiro ao Myanmar.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) classificou o desastre no mais alto nível de emergência e lançou um apelo para a angariação de oito milhões de dólares (cerca de 7,4 milhões de euros). A principal preocupação das autoridades sanitárias é evitar a propagação de doenças entre os sobreviventes, uma vez que as condições de higiene e acesso a água potável foram severamente comprometidos pelo desastre.
Com a destruição de várias infraestruturas e o risco de novos desmoronamentos, as autoridades de Myanmar enfrentam um desafio colossal para reconstruir o país e prestar apoio às vítimas. A solidariedade internacional é agora essencial para minimizar o impacto da tragédia e garantir a recuperação das comu





