Espectadores acusam canal de descaracterizar o reality show e aproximá-lo do Big Brother
O regresso do Secret Story à TVI no final de 2024 prometia recuperar a essência de um dos formatos mais marcantes da televisão portuguesa. Com Cristina Ferreira na condução, a expectativa era elevada. No entanto, três edições depois, cresce entre os fãs a sensação de que o programa perdeu identidade — e há mesmo quem fale num “boicote” ao próprio formato.
Uma das principais críticas prende-se com a descaracterização do conceito original. Muitos telespectadores consideram que o reality show se tem aproximado cada vez mais do Big Brother, deixando para trás elementos que tornavam o “Secret Story” único. O genérico icónico foi eliminado e a dinâmica da casa passou a estar excessivamente dependente dos horários dos diretos na emissão generalista.
Outra mudança que está a gerar frustração diz respeito ao botão dos segredos. Em edições anteriores, podia ser pressionado a qualquer momento, criando tensão e surpresa entre os concorrentes. Atualmente, a A Voz apenas permite que isso aconteça durante os diretos, retirando espontaneidade ao jogo. Este domingo, 1 de março, o botão voltará a tocar em gala para revelar o segredo de Pedro Duarte — “Mudei de Sexo” — algo que já circula entre o público sem grande efeito surpresa.
Também as missões têm sido alvo de contestação. Antes frequentes e atribuídas ao longo do dia, eram vistas como um dos motores da narrativa dentro da casa. Agora, surgem com menor regularidade e, segundo muitos fãs, com menos criatividade e impacto estratégico.
Entre decisões de produção e ajustes de grelha, o certo é que parte do público sente que a essência do “Secret Story” está a ser diluída. Resta saber se a estação de Queluz de Baixo irá ouvir as críticas e devolver ao formato o suspense e a imprevisibilidade que o tornaram num fenómeno televisivo.






