Jornalista da TVI alerta para falhas no SNS e recorda a dor das mães que perderam os filhos por falta de apoio médico
Sara Pinto, conhecida pivô da TVI, partilhou uma sentida e impactante reflexão sobre a sua experiência enquanto mãe no contexto do atual estado do Serviço Nacional de Saúde (SNS). A jornalista, que deu à luz o seu terceiro filho no dia 4 deste mês, assinou uma crónica para o site da CNN Portugal com o título: “Sou a Sara Pinto: tive sorte 13 vezes nas minhas 3 gravidezes. Este texto é para as mães que não tiveram nenhuma sorte”.
Na publicação, Sara Pinto revelou o seu profundo sentimento de gratidão por ter passado por três gravidezes sem complicações de maior, mas não esquece as histórias trágicas de outras mães. “Não consigo deixar de pensar nas mães que ficaram de colo vazio”, desabafou, questionando: “se a urgência mais perto estivesse a funcionar, teria agora o meu filho nos braços?”. A jornalista deu assim voz a um problema que afeta muitas mulheres em Portugal: a instabilidade nos cuidados de saúde materna.
Nos últimos cinco anos, Sara foi mãe de três filhos: Vasco, de quatro anos, Manuel, de três, e António, recém-nascido. Apesar de considerar que o SNS tem “os melhores e mais competentes profissionais”, a pivô do “TVI Jornal” não ignora as falhas estruturais do sistema. Contou que viveu todas as suas gestações com algum receio, dada a precariedade dos recursos em diversas unidades hospitalares.
A jornalista fez um apelo direto ao governo e à sociedade, sublinhando que o esforço diário dos profissionais de saúde já não é suficiente para garantir tranquilidade às famílias. “O SNS precisa de ser valorizado e dotado de condições reais de trabalho. Não podemos continuar a depender da sorte para trazer um filho ao mundo em segurança”, escreveu.
Casada com Edgar Alves Ribeiro, Sara Pinto mostra-se grata, mas preocupada. Ao partilhar a sua experiência, a jornalista pretende dar visibilidade à realidade de muitas mães portuguesas que enfrentam incertezas e riscos durante a gravidez. Um testemunho corajoso, que dá voz a quem muitas vezes sofre em silêncio.
Veja a seguir a partilha:






