“17 dias, 12 Horas, 500€… Vergonhoso!”
Sara Norte, conhecida atriz e comentadora, expressou a indignação sobre as condições de trabalho no Rock in Rio durante o programa ‘Passadeira Vermelha’ da SIC Caras, exibido na segunda-feira, 17 de junho. O episódio, conduzido por Liliana Campos e com a participação dos comentadores Joana Latino e Hugo Mendes, focou-se principalmente no incidente que envolveu Sónia Tavares.
Sónia Tavares, vocalista dos The Gift, foi expulsa do recinto do Rock in Rio por ter infringido uma regra da tenda VIP, onde estava a trabalhar.Sara Norte não poupou críticas ao staff do festival, considera a atitude “vergonhosa”.
Mas a indignação de Sara Norte não parou por aí. Durante o programa, a atriz expôs as condições precárias oferecidas aos trabalhadores do festival. “Eu acho vergonhoso tratar-se assim pessoas que se convidam para trabalhar e para promover um festival nosso. Mais incrível é um festival que oferece como trabalho a pessoas para trabalharem 17 dias, 500 euros, a trabalhar 12 horas por dia, isso ainda é mais assustador porque ninguém fala e toda a gente tem medo”, afirmou Sara.
Sara Norte destaca a necessidade de maior transparência e fiscalização das condições de trabalho nos bastidores de grandes eventos como o Rock in Rio. Ela lamentou que muitas pessoas aceitem essas condições por medo de represálias ou de perder oportunidades futuras. “Acho que tem que haver um maior controlo de todos os parceiros que se envolvam com o Rock in Rio para perceberem as regras e a forma como isto é liderado!”, enfatizou a comentadora, revela ainda que possui e-mails que comprovam as afirmações.
A situação de Sónia Tavares e as revelações de Sara Norte levantam questões importantes sobre a ética e a responsabilidade dos organizadores de grandes festivais. A exposição das condições de trabalho precárias pode gerar um debate necessário sobre os direitos dos trabalhadores em eventos culturais de grande escala.
O descontentamento manifestado por figuras públicas como Sara Norte tem o potencial de pressionar os organizadores do Rock in Rio a reverem as suas práticas.






