A atriz recordou no ‘Alta Definição’ uma das fases mais difíceis da sua vida e falou ainda da infância, marcada pela falta de afeto e pela responsabilidade de cuidar da irmã
Sara Barradas abriu o coração no ‘Alta Definição’ e falou sobre uma das fases mais difíceis da sua vida: o período em que a mãe, Felisbela Dias, esteve detida. Sem entrar em pormenores sobre o processo, a atriz descreveu aqueles anos como “uma fase difícil”, admitindo que tudo “fugiu ao meu controlo”. A situação alterou completamente a dinâmica familiar e obrigou-a a assumir novas responsabilidades.
Na altura, a companheira de José Raposo passou a ter um papel fundamental na educação da irmã mais nova, Íris, que tinha apenas cinco anos. “Tivemos de encontrar uma nova dinâmica familiar”, explicou Sara, recordando também a necessidade de proteger a família da exposição pública. Perante a pressão emocional, procurou ajuda através da terapia e aprendeu a aceitar aquilo que não estava nas suas mãos controlar. “Foi uma provação, mas tive de olhar em frente”, desabafou.
Apesar de tudo o que aconteceu, Sara Barradas recusou sentir vergonha pela situação vivida pela mãe. “Lamento que tenha acontecido, mas não tenho vergonha”, afirmou. A atriz garantiu ainda que o afeto pela progenitora permanece intacto, recordando-a como uma figura essencial na sua vida. “Aprendi com ela o que é o amor quando era pequena”, confessou, destacando também a importância dos avós na sua infância.
Durante a conversa com Daniel Oliveira, Sara falou igualmente das marcas deixadas pelos primeiros anos de vida. Ao rever fotografias antigas, admitiu: “Nas fotos vejo uma Sara triste”, explicando que o ambiente familiar contribuiu para a sua introversão. Segundo a atriz, foi aos 11 anos, quando começou a representar, que descobriu verdadeiramente o significado de “ser criança”. Hoje, reconhece que as experiências vividas a tornaram mais “madura, cautelosa e moderada”, embora continue a guardar uma mágoa: “Queria ter tido mais carinho, liberdade, proteção”.






