Foi com profundo pesar que familiares, amigos, colegas e admiradores se despediram este sábado, dia 5 de julho, de Diogo Jota, de 28 anos, e André Silva, de 25, vítimas de um trágico acidente de viação…
A cerimónia fúnebre teve lugar às 10h00 na Igreja Matriz de Gondomar, sob um manto de silêncio e dor partilhada.
A comoção foi evidente entre todos os presentes. Numa cerimónia marcada por uma sentida solenidade, estiveram presentes figuras destacadas do desporto nacional, incluindo representantes dos clubes Liverpool FC e FC Penafiel, bem como da Federação Portuguesa de Futebol. A TVI acompanhou o funeral em direto, mostrando ao país a dimensão da tragédia que abalou o mundo do futebol.
Entre os profissionais que cobriram o momento esteve a jornalista Sandra Felgueiras, que, visivelmente emocionada, partilhou no Instagram uma reflexão sobre a dureza desta despedida:
“Foi das coberturas mais difíceis que já tive de conduzir”, escreveu. “Não há palavras para exprimir a dor, o vazio que se traduz em silêncio, a comoção de ver tantos rostos indiferenciados a chorar por dois jovens de 25 e 28 anos no auge da vida.”
A jornalista concluiu com uma frase que tocou muitos:
“Diogo Jota vai viver para sempre entre nós, mas a dor também.”
O acidente que ceifou as vidas dos dois jogadores ocorreu na madrugada de quinta-feira, dia 3, ao quilómetro 65 da autoestrada A-52, na província espanhola de Zamora. As circunstâncias do trágico acidente continuam sob investigação pelas autoridades espanholas.
Diogo Jota, estrela do Liverpool FC e da Seleção Nacional, deixa um legado marcante no futebol português. Conquistou uma Liga Inglesa, uma Taça de Inglaterra, duas Taças da Liga e uma Supertaça ao serviço do clube inglês. Ao serviço de Portugal, somou 49 internacionalizações e dois títulos da Liga das Nações.
A nível pessoal, o jogador era pai de três filhos, fruto da longa relação com Rute Cardoso, com quem se casara há apenas duas semanas, a 22 de junho, depois de mais de dez anos de namoro. Um casamento que agora se transforma numa memória dolorosa para os que o amavam.
André Silva, promissor avançado do FC Penafiel, era igualmente visto como um talento em ascensão no futebol nacional. A sua perda representa não só uma tragédia pessoal para a família e amigos, mas também uma perda para o desporto português.
A despedida deste sábado foi marcada pela união na dor e pelo silêncio pesado que acompanhou cada gesto, cada lágrima, cada flor depositada. Mais do que duas promessas do futebol, partiram dois jovens no auge da vida, deixando para trás famílias devastadas e uma comunidade incrédula com a tragédia.
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