O ex-concorrente faz um balanço sincero da sua passagem pelo reality show, defende Bruno e Dylan das críticas e revela detalhes emocionantes da sua infância
A experiência de Rui Ribeiro na Casa dos Segredos 9 terminou, mas o jovem de 21 anos garante que sai “de cabeça erguida” e com a consciência tranquila. Em entrevista recente, o ex-concorrente fez um balanço honesto da sua passagem pela casa da Malveira, reconhecendo que viveu momentos desafiantes e que aprendeu muito sobre si próprio. “Foi uma experiência única”, começa por dizer, destacando que o principal objetivo ao entrar no programa era ganhar visibilidade e crescimento pessoal, algo que considera ter alcançado.
Contudo, Rui não esconde que as primeiras semanas foram difíceis. “Eu sentia o tédio dentro de mim. Ali na segunda, terceira semana, comecei a perceber que o pessoal discutia por tudo e por nada, e eu não sou assim na vida real”, confessou. O jovem explica que preferiu manter-se discreto e fiel à sua personalidade, mesmo quando foi acusado de não participar ativamente no jogo. “Prefiro ser esta pessoa. É melhor parecer apático do que estar a fazer um jogo sujo ou fingir ser algo que não sou”, afirmou, reforçando que a autenticidade foi a sua maior arma dentro do programa.
Sobre o suposto romance com Mariana, um dos temas mais comentados entre os fãs do reality show, Rui esclarece de forma direta: “Nunca foi esse o meu objetivo. A minha passagem pela casa não teve nada a ver com isso.” Apesar da cumplicidade evidente, o ex-concorrente garante que a relação entre os dois sempre foi de amizade e respeito. “Identificava-me mais com o Dylan e o Bruno, principalmente com o Bruno, porque é uma pessoa muito vivida e com histórias interessantes. Havia uma ligação natural entre nós”, contou.
Rui também saiu em defesa dos colegas Dylan e Bruno, frequentemente criticados por algumas das suas atitudes no jogo. “Vivemos num mundo de julgamentos rápidos. Eles erraram, sim, mas todos erramos. Lá dentro não sabemos nada e agimos muitas vezes por impulso. É fácil julgar de fora, mas é muito diferente viver aquilo”, sublinhou. O jovem acredita que ambos merecem uma segunda oportunidade, destacando que o ambiente intenso e as pressões do confinamento podem levar qualquer um ao limite.
Em tom mais pessoal, Rui abriu o coração sobre a sua infância marcada por desafios familiares, revelando que foi criado maioritariamente pelos avós. “Aos 16 anos, quando eles se separaram, fui viver com a minha mãe. Sofri mais com a separação dos meus avós do que dos meus pais, porque nunca os vi juntos”, partilhou. Apesar das ausências dos progenitores, que trabalharam entre a Suíça e França, Rui garante que nunca se sentiu desamparado. “Os meus pais não foram 100% presentes, mas quando estavam, estavam de verdade. Sempre me ajudaram”, contou emocionado. Uma história de resiliência e crescimento que, segundo o próprio, o transformou na pessoa que é hoje.






