Apresentadora mostra indignação após a detenção de Mariana Mortágua, Sofia Aparício e Miguel Duarte em missão humanitária rumo a Gaza
A detenção de Mariana Mortágua, coordenadora do Bloco de Esquerda, em plena missão humanitária com destino a Gaza, está a gerar fortes reações em Portugal. A política encontrava-se a bordo de uma flotilha internacional que transportava ajuda humanitária para a população palestiniana, juntamente com a atriz Sofia Aparício e o ativista Miguel Duarte, quando foi intercetada por forças israelitas, esta quarta-feira, 1 de outubro.
Nas redes sociais, diversas figuras públicas manifestaram preocupação e exigiram ação por parte das autoridades portuguesas. Uma das vozes mais ativas foi a da apresentadora Rita Ferro Rodrigues, que não escondeu a sua revolta com a situação. “Há pessoas que, concordemos ou não com elas do ponto de vista partidário, decidiram arriscar as suas vidas por uma causa”, escreveu nos stories do Instagram.
A comunicadora destacou ainda a importância da missão que levou Mortágua, Aparício e Duarte até à região. “Decidiram usar a sua voz pelos direitos humanos de um povo que está a ser vítima de genocídio. Neste momento, temos de ter a coragem de nos posicionarmos. Não é possível continuarmos a assistir ao genocídio de um povo”, acrescentou, sublinhando a urgência de uma resposta internacional.
Num desabafo emocionado, Rita Ferro Rodrigues partilhou o sentimento de impotência que a invade perante as notícias. “Sinto a minha voz muito impotente, mas exijo ao meu Governo e às pessoas que têm mais poder que protejam aqueles que estão a proteger a voz do povo da Palestina neste momento. Estou com angústia, no carro, porque estive a ouvir as notícias. A angústia é crescente”, referiu.
O episódio levantou uma onda de solidariedade nas redes sociais, onde cidadãos anónimos e figuras públicas pedem esclarecimentos ao Governo português e maior firmeza diplomática face à detenção dos nacionais envolvidos na missão.






