Trabalhador da vinha relata choque ao encontrar o corpo da brasileira desaparecida há oito meses
O caso de Francisca Maria, cidadã brasileira de 44 anos desaparecida em Tabuaço desde 20 de junho do ano passado, conheceu um novo capítulo com a descoberta do seu corpo numa vinha no morro do Parque do Calvário. José Manuel, trabalhador que encontrou o cadáver, descreveu ao Correio da Manhã o impacto psicológico do momento: “Psicologicamente não é fácil encontrar um corpo naquele estado”, confessou, visivelmente emocionado.
Junto ao corpo foram encontrados objetos pessoais que reforçam a possibilidade de se tratar de Francisca Maria. Entre eles, estavam chaves, uma argola com um coração em prata e figuras religiosas – uma Nossa Senhora e São José. O irmão da vítima, António Sousa, confirmou ao Correio da Manhã que Francisca havia adquirido estes itens numa viagem a Fátima e que não os deixou em casa, reforçando a identificação: “A minha irmã contou que comprou o coração e as imagens quando foi a Fátima e nada disso estava em casa”, afirmou.
O achado do corpo surge oito meses depois do desaparecimento, durante o qual a Polícia Judiciária (PJ) de Vila Real e a GNR desenvolveram buscas exaustivas na região. A descoberta traz novos elementos para a investigação, especialmente no que diz respeito à ligação dos objetos religiosos ao paradeiro da brasileira e à linha de investigação de um possível crime passional.
O estado de decomposição avançado do corpo e a localização num terreno isolado reforçam a complexidade das diligências da PJ. Os peritos aguardam agora os exames de ADN para confirmar oficialmente a identidade da vítima, embora a presença de pertences pessoais de Francisca Maria aponte fortemente para que se trate dela.
Este episódio chocou a comunidade local e familiares, trazendo à tona o drama de uma desaparecida cujo mistério durava há meses. A investigação continua aberta e todas as hipóteses permanecem em análise para esclarecer as circunstâncias do desaparecimento e da morte de Francisca Maria.






