Orçamentos entregues pelos candidatos às presidenciais revelam grandes diferenças nos gastos previstos e nas estratégias financeiras
Os orçamentos entregues pelos candidatos às eleições presidenciais revelam diferenças significativas nos valores previstos para a campanha eleitoral, evidenciando estratégias muito distintas na corrida ao Palácio de Belém. No topo da lista surge Luís Marques Mendes, que apresenta o orçamento mais elevado entre todos os candidatos, destacando-se também como aquele que mais investe em áreas como comunicação, consultoria política e realização de sondagens.
Acima da fasquia de um milhão de euros em despesas previstas encontram-se ainda António José Seguro e Henrique Gouveia e Melo. Ambos apostam em campanhas de maior dimensão, com forte presença mediática e estruturas organizativas mais robustas, refletindo a ambição de alcançar a segunda volta das presidenciais. Estes valores colocam-nos num patamar claramente superior ao da maioria dos restantes candidatos.
Num nível intermédio surgem André Ventura e João Cotrim de Figueiredo, cujos orçamentos são mais contidos, mas ainda assim expressivos. As campanhas destes dois candidatos assentam em estratégias diferenciadas, com menor peso financeiro global, mas com forte aposta na mobilização dos respetivos eleitorados e na comunicação direta, sobretudo através das redes sociais.
Na outra extremidade da tabela estão António Filipe, Jorge Pinto e Catarina Martins, que apresentam campanhas bastante mais modestas do ponto de vista orçamental. O caso mais extremo é o de Manuel João Vieira, que declarou um orçamento de apenas 860 euros, assumindo uma candidatura de caráter simbólico e sem grande estrutura financeira associada.
António José Seguro destaca-se ainda por ser o único candidato que prevê terminar a campanha com mais receitas do que despesas. Segundo escreve a SIC, esta opção resulta de uma estratégia de prudência financeira, influenciada por experiências passadas de campanhas deficitárias. Uma abordagem cautelosa que contrasta com os elevados investimentos de outros candidatos e que sublinha diferentes visões sobre a gestão financeira numa campanha presidencial.





