Governo sabe a localização dos ativistas e tenta estabelecer contacto direto
O primeiro-ministro, Luís Montenegro, confirmou esta quinta-feira que os cidadãos portugueses intercetados pelas forças israelitas durante a viagem da flotilha humanitária rumo à Faixa de Gaza se encontram “num porto”, sob responsabilidade das autoridades israelitas.
Em conferência de imprensa, após uma reunião em Copenhaga com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, no âmbito da Comunidade Política Europeia, o chefe do Governo afirmou que os detidos “estão em boas condições”, embora ainda esteja a ser confirmado se todos os portugueses que integravam a missão fazem parte deste primeiro grupo.
“Tenho informação de que todos aqueles, não exclusivamente os portugueses, que foram intercetados se encontram em boas condições. Estamos ainda a confirmar se todos os cidadãos portugueses estão incluídos”, disse Montenegro.
Entre os detidos encontram-se a coordenadora nacional do Bloco de Esquerda, Mariana Mortágua, a atriz Sofia Aparício e o ativista Miguel Duarte, entre outros cidadãos portugueses que integravam a flotilha com destino a Gaza.
O primeiro-ministro evitou confirmar formalmente a detenção, referindo apenas que os portugueses estão “sob responsabilidade das autoridades israelitas”.
Montenegro acrescentou que Portugal “sabe exatamente a localização” dos cidadãos, embora não tenha especificado o porto onde se encontram.
“Não sei dizer especificamente o local, sei que estão num porto. Estamos em contacto permanente com Telavive para confirmar se estão todos ou apenas uma parte da delegação”, explicou.
O Governo português aguarda agora a possibilidade de a rede diplomática entrar em contacto direto com os ativistas, enquanto se discute uma eventual decisão judicial sobre expulsão ou a hipótese de os detidos abandonarem Israel voluntariamente.
A flotilha intercetada tinha como destino a Faixa de Gaza, enclave palestiniano bloqueado por Israel e que enfrenta uma grave crise humanitária.






