Ator fala sobre os desafios da carreira internacional, a doença da mãe e a cumplicidade de 25 anos com a mulher…
Aos 55 anos, Pêpê Rapazote continua a afirmar-se como um dos nomes mais versáteis da representação nacional, somando participações em projetos como Lisbon Noir, Rabo de Peixe e a novela Páginas da Vida. Nesta última produção, o ator partilha cenas com a mulher, Mafalda Vilhena, numa parceria artística que reforça uma relação de mais de 25 anos.
Em entrevista ao Correio da Manhã, Pêpê Rapazote confessou que Mafalda é uma das poucas pessoas capazes de o deixar envergonhado, destacando o talento da companheira, sobretudo na comédia. O ator não esconde a admiração pela mulher e assume que ela tem uma espontaneidade e uma energia que o surpreendem até hoje.
Depois de vários anos a apostar em projetos internacionais, o ator decidiu recentrar a sua vida profissional em Portugal. A experiência no estrangeiro trouxe-lhe reconhecimento, mas também implicou sacrifícios pessoais, sobretudo pela distância da família. Pêpê admite que gerir emoções e laços familiares à distância foi um dos maiores desafios da sua carreira, razão pela qual optou por ficar mais próximo da mulher e das filhas nos últimos anos.
O percurso fora do país levou-o a trabalhar em várias regiões, incluindo a América Latina, uma realidade que o marcou profundamente. O ator reconhece que criou uma ligação especial à Venezuela e chegou mesmo a admitir que, por vezes, se sente “mais venezuelano do que português”, reflexo dos anos vividos e trabalhados naquele contexto.
A entrevista ficou ainda marcada por momentos de grande emoção ao abordar a saúde da mãe, que enfrenta um estado avançado de Alzheimer. O ator falou da dor de assistir à perda progressiva da memória da progenitora e recordou também a morte do pai, ocorrida durante a pandemia, numa situação que ainda hoje lhe deixa mágoa e revolta pela forma como tudo foi gerido.






