Internado há mais de três semanas, o Sumo Pontífice reafirma a defesa da vida e critica a “cultura do descarte”
O Papa Francisco, atualmente hospitalizado no Hospital Gemelli, em Roma, deixou uma mensagem forte contra o aborto e a eutanásia, reforçando a necessidade de proteger os mais vulneráveis da sociedade. Na mensagem, datada de 5 de março e lida pelo cardeal Pietro Parolin durante uma missa na Basílica de São Pedro, o líder da Igreja Católica destacou que “uma sociedade justa não se constrói eliminando os nascituros indesejados, os idosos e os doentes dependentes”.
Internado desde 14 de fevereiro devido a uma pneumonia bilateral e outros problemas pulmonares, Francisco direcionou a sua mensagem ao Movimento pela Vida, uma organização dedicada à proteção da vida humana desde a conceção até à morte natural. O Papa alertou para a crescente “cultura do descarte”, onde pessoas consideradas frágeis e sem autonomia acabam marginalizadas e desvalorizadas. Segundo o Pontífice, esta tendência representa uma ameaça à dignidade humana e deve ser combatida com um compromisso concreto pela valorização da vida.
Na sua mensagem, Francisco expressou gratidão ao Movimento pela Vida pelo seu trabalho junto de mães em situações difíceis, oferecendo-lhes apoio e alternativas ao aborto. “O vosso compromisso, em sintonia com o de toda a Igreja, indica um projeto diferente que coloca a dignidade da pessoa no centro e dá prioridade aos mais frágeis”, escreveu. O Papa também enfatizou que libertar as mulheres das pressões que as levam a interromper uma gravidez é essencial para renovar a sociedade civil e promover um mundo mais justo e humano.
Apesar do seu estado de saúde delicado, o Papa Francisco continua a desempenhar as suas funções espirituais. Preparou a homilia da missa de domingo, que será lida pelo cardeal Michael Czern, e o Vaticano estuda a possibilidade de transmitir uma mensagem do Santo Padre durante o Angelus. Esta resiliência demonstra o seu compromisso inabalável com a Igreja e a missão de defender a vida em todas as suas fases.
O posicionamento do Papa sobre estas questões sensíveis reflete a doutrina tradicional da Igreja Católica, mas também gera debate no contexto atual. Num mundo onde os direitos individuais e as decisões sobre o fim da vida são temas cada vez mais discutidos, a mensagem de Francisco surge como um apelo à reflexão sobre a forma como a sociedade trata os seus membros mais vulneráveis.






