Alfredo Silva, pai da grávida da Murtosa assassinada, revela sofrimento nas sessões de julgamento e não esconde a revolta perante o arguido
O caso do homicídio da grávida da Murtosa continua a marcar a atualidade judicial em Portugal, com os depoimentos das testemunhas a revelarem o profundo sofrimento da família da vítima. Alfredo Silva, pai de Mónica Silva, que estava grávida de cinco meses quando foi brutalmente assassinada, falou esta semana aos jornalistas à saída de mais uma sessão no Tribunal de Aveiro, onde se julga Fernando Valente, principal suspeito do crime.
Em declarações emocionadas, Alfredo Silva confessou: “Vejo um monstro à minha frente”, referindo-se a Fernando Valente. O pai da vítima não escondeu a dificuldade em manter a compostura ao partilhar o mesmo espaço com o homem acusado de matar a sua filha. “É muito duro estar ali, a poucos metros de quem destruiu a nossa família”, afirmou, visivelmente abalado.
Durante o julgamento, já foram ouvidas várias testemunhas, entre elas as irmãs e a sobrinha de Mónica, que confirmaram a existência de uma relação entre a jovem e o arguido, sustentada por mensagens trocadas entre Mónica e a irmã gémea, entregues ao tribunal. A acusação sustenta que essa ligação terá sido mantida em segredo e que Fernando Valente terá agido por ciúmes e por pressões externas.
Alfredo Silva destacou ainda que o sofrimento da família não se limita à perda da filha, mas estende-se ao impacto emocional deixado nos filhos de Mónica e no resto da família: “Todos os dias sentimos a falta dela. E agora, estar ali a reviver tudo é uma tortura constante”, disse, sublinhando que apenas a justiça poderá, de alguma forma, aliviar a dor.






