Este sábado, os olhos da Europa (e não só) estarão postos na grande final do Festival Eurovisão da Canção — e Portugal volta a marcar presença, desta vez com um toque madeirense…
O grupo Os NAPA, oriundo da Madeira, conquistou um lugar na final com a canção “Deslocado”, contrariando todas as expectativas.
A surpresa foi geral. À entrada para a primeira semifinal, o nome de Portugal figurava fora da lista dos favoritos nas casas de apostas internacionais, que não colocavam os representantes lusos entre os dez mais votados. Ainda assim, a atuação energética e distintiva do grupo garantiu-lhes o passaporte para a finalíssima, que se realiza este sábado.
Apesar do feito, o cenário continua desafiante. Com os 26 finalistas já definidos, as previsões mantêm-se pouco animadoras para Portugal: as casas de apostas colocam o país no 25.º lugar — penúltimo — com apenas a Arménia a surgir atrás. A Suécia lidera novamente o ranking, seguida pela Áustria e pela França, três países que têm dominado a atenção nos últimos ensaios e nas redes sociais.
Mas se há algo que a Eurovisão já demonstrou ao longo dos anos é que tudo pode mudar no momento da verdade. O sistema de votação que conjuga júris nacionais e televoto internacional é muitas vezes imprevisível, e a história recente está cheia de surpresas. Em 2024, por exemplo, foi a Suíça a vencer, quando a Croácia era tida como favorita.
Com um estilo irreverente e uma presença marcante em palco, Os NAPA vão atuar na 21.ª posição na ordem de apresentações, uma colocação que pode ser estratégica para captar a atenção do público europeu.
Independentemente do resultado, a presença do grupo na final já representa uma vitória para a música portuguesa e, em especial, para os talentos vindos das regiões autónomas. A Madeira está em festa, e Portugal está novamente no mapa da Eurovisão.






