Com temperaturas superiores a 41ºC, autoridades francesas ativam nível máximo de alerta em várias regiões. Junho de 2025 já é o segundo mês mais quente desde 1900
A onda de calor extremo que tem assolado França nos últimos dias já provocou pelo menos duas mortes, confirmou esta terça-feira, 1 de julho, a ministra da Transição Ecológica, Agnès Pannier-Runacher, em conferência de imprensa. O fenómeno climático, que afeta sobretudo o centro e sul do país, levou as autoridades a colocar 16 dos 101 municípios franceses em alerta vermelho, o nível mais elevado.
Entre os departamentos mais afetados encontram-se Aube, Yonne, Loiret e Cher, onde as temperaturas chegaram a ultrapassar os 41 graus Celsius no pico da onda de calor, registado na passada terça-feira. Em Paris, o alerta permanece no nível laranja, com os termómetros a apontarem máximas de 34ºC. Apesar da ligeira descida nas temperaturas, o risco permanece elevado em diversas regiões.
A ministra revelou ainda que os bombeiros prestaram assistência de emergência a cerca de 300 pessoas, vítimas de insolação, desidratação e outros efeitos relacionados com o calor extremo. Estes números confirmam a gravidade da situação e a pressão crescente sobre os serviços de emergência.
O serviço meteorológico Météo-France alertou, no seu boletim matinal, para tempestades localmente violentas, esperadas nas próximas horas em diversas zonas do país. As autoridades aconselham precaução, já que as chuvas intensas e repentinas poderão provocar inundações rápidas e situações de risco, sobretudo nas áreas urbanas.
Além de França, a onda de calor atinge outros países europeus, como Espanha, Portugal, Itália e Turquia, numa situação que está a ser considerada uma das mais severas dos últimos anos. Segundo dados oficiais, junho de 2025 foi já o segundo mês mais quente desde que há registos, superado apenas por junho de 2003, conhecido por ter provocado milhares de mortes na Europa.






