Crime que chocou Portugal será analisado no Tribunal de Família e Menores de Vagos, com audiências à porta fechada
O caso do homicídio de Susana Gravato, de 49 anos, continua a marcar a atualidade nacional e prepara-se agora para um novo capítulo judicial. A autarca foi encontrada em paragem cardiorrespiratória pelo marido na casa da família e, numa fase inicial, suspeitou-se de um possível assalto. Contudo, as investigações revelaram uma realidade muito mais perturbadora: o autor do crime seria o próprio filho, de apenas 14 anos.
O jovem acabou por confessar o homicídio e encontra-se atualmente internado num centro educativo. O caso, que gerou forte comoção em todo o país, levantou inúmeras questões sobre os contornos do crime e sobre o ambiente familiar da vereadora, figura conhecida na comunidade local.
De acordo com o jornal Correio da Manhã, o julgamento do menor já tem data marcada. A audiência deverá decorrer no dia 25 de março, no Tribunal de Família e Menores de Vagos, onde serão analisadas as circunstâncias do caso e avaliadas as medidas a aplicar ao jovem.
Segundo a mesma publicação, as sessões do julgamento irão realizar-se à porta fechada. A decisão foi tomada após pedido da mandatária do menor, a advogada Carla Delgado, tendo em conta a idade do arguido e a natureza sensível do processo.
Apesar da gravidade do crime, pessoas próximas descrevem o adolescente como um jovem exemplar. O filho de Susana Gravato era visto como um “ótimo aluno”, extrovertido e muito dedicado ao desporto. Entre as suas maiores paixões estava o futsal, modalidade que praticava regularmente, detalhe que torna o caso ainda mais desconcertante para quem acompanhava o quotidiano da família.




