Autoridades de saúde reforçam vigilância, mas garantem que situação em Portugal é de risco muito baixo
O hantavírus voltou a estar no centro das atenções internacionais depois da deteção de vários casos associados a um surto num navio cruzeiro, levando a Direção-Geral da Saúde (DGS) a emitir novas orientações para profissionais de saúde em Portugal. Apesar da preocupação global, as autoridades nacionais sublinham que o risco no país se mantém “muito baixo”.
A infeção por hantavírus, em particular a variante Andes (ANDV), tem sido associada a casos identificados em pessoas que viajaram a bordo do navio MV Hondius, onde foram confirmadas infeções com transmissão rara de pessoa para pessoa. Segundo a Organização Mundial da Saúde, já foram registados sete casos relacionados com o surto, incluindo três mortes, embora o risco geral para a população seja considerado reduzido.
De acordo com a DGS, um caso suspeito inclui qualquer pessoa que tenha estado em contacto com passageiros ou tripulação do navio ou de outro meio de transporte onde tenha ocorrido um caso confirmado, e que apresente sintomas como febre, dores musculares, calafrios, dor de cabeça, náuseas, vómitos ou dificuldades respiratórias. Em situações mais graves, pode evoluir para sintomas respiratórios intensos, como falta de ar e dor no peito.
As autoridades distinguem ainda casos prováveis e confirmados, sendo estes últimos identificados através de testes laboratoriais específicos, como RT-PCR ou exames serológicos. A DGS reforça que, perante suspeitas, o INEM deve ser acionado para garantir o transporte seguro até hospitais de referência, como a Unidade Local de Saúde São José e a Unidade Local de Saúde São João.
O hantavírus é geralmente transmitido através do contacto com roedores infetados, sobretudo pela inalação de partículas contaminadas. Os sintomas iniciais podem ser facilmente confundidos com uma gripe comum, o que dificulta o diagnóstico precoce. Ainda assim, a OMS e o Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças (ECDC) mantêm a avaliação de risco como baixa, sem necessidade de medidas preventivas adicionais em Portugal neste momento.





