Jornalista criticou falhas no acompanhamento de um caso que terminou com a morte de uma mulher
Tânia Laranjo reagiu à tragédia que abalou Olhão e deixou duras críticas à atuação das autoridades após uma mulher ter sido encontrada morta, tendo a própria filha como principal suspeita do crime. Pode ver mais sobre esta noticia – aqui.
A jornalista da CMTV recorreu às redes sociais para questionar a falta de acompanhamento do caso, lembrando que a suspeita se encontrava evadida de um estabelecimento prisional desde 2024, depois de não ter regressado de uma saída precária.
A mulher, de 40 anos, cumpria pena por violência doméstica e, segundo as informações divulgadas, terá regressado a viver com a mãe, de 58 anos, num contexto marcado por conflitos frequentes que eram conhecidos pela vizinhança.
Perante a tragédia, Tânia Laranjo criticou o facto de a situação se ter prolongado durante anos, apesar dos sinais existentes. A jornalista destacou que os vizinhos tinham conhecimento das alegadas agressões e que as autoridades já tinham sido chamadas ao local.
“Ausência ilegítima”. É assim que o Estado chama a uma reclusa que saiu em precária e passou três anos e meio sem regressar à prisão, escreveu Tânia Laranjo, questionando a falta de intervenção perante o caso.
A jornalista apontou ainda falhas na forma como são acompanhadas situações de violência doméstica, lembrando que muitas vítimas acabam por proteger os próprios agressores.
“Passamos a vida a repetir que as vítimas de violência doméstica protegem os agressores”, afirmou, criticando a distância entre o conhecimento sobre estes casos e a atuação no terreno.
No final da sua reflexão, Tânia Laranjo considerou que a morte da mulher em Olhão não deveria ser vista como uma situação impossível de prever e classificou o caso como um “falhanço anunciado”.
A jornalista terminou com uma crítica contundente: “A reclusa estava em ‘ausência ilegítima’. O Estado, esse, esteve em ausência absoluta”.
A suspeita foi entretanto detida pela Polícia Judiciária e deverá ser presente a primeiro interrogatório judicial para aplicação das respetivas medidas de coação.
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