Cantor português enfrenta investigação da PJ, mas mantém presunção de inocência e continua carreira de forma discreta
O cantor português Nininho Vaz Maia de 37 anos, tornou-se o centro das atenções em maio de 2025 após ser alvo de uma investigação da Polícia Judiciária (PJ) por suspeitas de envolvimento numa rede internacional de tráfico de droga e branqueamento de capitais. O artista, conhecido pelo seu percurso na música urbana, viu o seu nome associado ao transporte de substâncias ilícitas e à alegada utilização da sua carreira para encobrir rendimentos ilícitos, segundo avançou o jornal Expresso.
No dia 6 de maio, a PJ realizou buscas na residência de Nininho, no Montijo, no âmbito do processo conduzido pelo Ministério Público de Loures. Embora tenha sido constituído arguido e chamado a prestar declarações, o cantor não foi detido. Durante as buscas, as autoridades não encontraram drogas, mas apreenderam telemóveis, incluindo dispositivos com aplicações de mensagens encriptadas, bem como anabolizantes para uso próprio.
As suspeitas da investigação apontam que Nininho Vaz Maia seria um dos principais clientes de um amigo de infância, líder de uma rede de tráfico com ramificações em Espanha. Além do tráfico, as autoridades estão a averiguar se o cantor utilizou os rendimentos provenientes da música — que rondam os 1,5 milhões de euros em contratos públicos desde 2023 — para branqueamento de capitais. O músico negou qualquer envolvimento e afirmou que todos os seus ganhos são legítimos e recebidos por transferência bancária.
Apesar da polémica, Nininho Vaz Maia manteve-se ativo na carreira, chegando mesmo a atuar na Queima das Fitas do Porto poucos dias após as buscas. Contudo, desde então, o artista tem evitado aparições públicas e entrevistas, mantendo um perfil discreto, longe dos holofotes da fama que caracterizaram os anos anteriores. Esta ausência reforça a especulação sobre o impacto do caso na sua vida pessoal e profissional.
O historial judicial do cantor não é recente. Nininho cresceu no bairro das Olaias, em Lisboa, e, aos 25 anos, foi condenado a prisão domiciliária por envolvimento numa rixa antes da sua ascensão musical. A investigação atual permanece em segredo de justiça, e, até meados de 2025, não houve desenvolvimentos públicos sobre a sua conclusão, mantendo viva a atenção mediática sobre o músico português.
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