Cantor foi alvo de buscas da Polícia Judiciária; TV Guia revela os detalhes sobre este tipo de tráfico e o papel de possíveis cúmplices em aeroportos nacionais
A manhã de terça-feira, 6 de maio, começou agitada para Nininho Vaz Maia, cantor de 37 anos, que viu a sua casa ser alvo de buscas por parte da Polícia Judiciária (PJ), no âmbito de uma operação de combate ao tráfico de droga por via aérea. Embora o artista não tenha sido detido, foi constituído arguido, levantando grande atenção mediática sobre a natureza e complexidade deste tipo de crime.
De acordo com o ex-inspetor-chefe da PJ e comentador da CMTV, Carlos Anjos, este tipo de tráfico está inserido numa das três grandes vias de entrada de estupefacientes em Portugal: terrestre, marítima e aérea. “A pena é igual para todas. A diferença está na forma como se entra no país e na logística da operação”, referiu. No caso do tráfico aéreo, trata-se de um método frequentemente sofisticado e que requer colaboração interna nos aeroportos.
Segundo Carlos Anjos, o Aeroporto da Portela é mais facilmente vigiado, ao contrário do aeroporto de Tires, usado em voos particulares, onde o controlo policial é reduzido. Isto facilita a entrada de droga em pequenas quantidades e com menor visibilidade, muitas vezes escondida em bagagens ou retirada dos porões por elementos infiltrados nas equipas operacionais.
No caso concreto que envolve Nininho Vaz Maia, três pessoas já foram detidas, identificadas como pertencendo ao núcleo central da organização criminosa. O cantor surge na investigação por alegado envolvimento no escoamento da droga, o que motivou as buscas à sua residência pelas autoridades. Apesar de não terem sido encontrados elementos incriminatórios no local, o nome de Nininho permanece sob análise.






