Advogado de Mário Vaz Maia esclarece motivos da suspensão de funções e acredita na absolvição do agente da PSP…
O nome de Nininho Vaz Maia voltou a estar em destaque, desta vez devido à situação judicial que envolve o seu irmão, Mário Vaz Maia, um dos agentes da PSP abrangidos pela investigação relacionada com alegadas agressões ocorridas nas esquadras do Rato e do Bairro Alto, em Lisboa. Apesar da ampla operação que levou à detenção de vários polícias, o caso do familiar do cantor apresenta contornos distintos, segundo a defesa, que procura agora esclarecer os factos que levaram à suspensão das suas funções.
Entre os 15 agentes detidos no âmbito da operação, apenas dois ficaram sujeitos à medida de coação que impede o exercício da atividade profissional, sendo Mário Vaz Maia um deles. A decisão do Tribunal Central de Instrução Criminal levantou questões sobre os critérios aplicados, sobretudo porque a maioria dos restantes arguidos ficou apenas sujeita a Termo de Identidade e Residência. O advogado Carlos Melo Alves explica que a diferença reside no facto de o agente ter admitido estar presente no local onde ocorreu a detenção que originou a denúncia.
Segundo a defesa, o episódio remonta a uma intervenção policial relacionada com uma alegada situação de violência doméstica. Os agentes deslocaram-se ao local após um pedido de auxílio e, de acordo com a versão apresentada, o suspeito terá insultado as autoridades, levando à sua detenção. O homem acabou posteriormente condenado pelo crime de injúrias contra os agentes, mas veio mais tarde apresentar uma queixa por alegadas agressões durante a intervenção. Para o advogado, os factos devem ser analisados no contexto da ação policial e não como um caso de violência gratuita.
Carlos Melo Alves sustenta ainda que as provas reunidas até ao momento são insuficientes para sustentar uma condenação. O jurista sublinha que o próprio tribunal considerou os indícios existentes como frágeis relativamente ao agente, defendendo que a atuação de Mário Vaz Maia decorreu dentro dos procedimentos normais de um polícia em serviço. A defesa acredita que, à medida que o processo avance e sejam analisadas novas provas e testemunhos, a posição do agente poderá sair reforçada.
Enquanto o processo continua a decorrer, a situação tem sido acompanhada de perto pela família. De acordo com o advogado, Nininho Vaz Maia mostrou-se naturalmente preocupado com os acontecimentos, mas mantém a convicção de que o irmão não cometeu qualquer ilegalidade. O cantor, uma das figuras mais populares da música portuguesa da atualidade, tem optado por manter a discrição sobre o tema, enquanto aguarda o desenrolar da investigação que continua a marcar a atualidade nacional.






