Nelma Serpa Pinto e João Póvoa Marinheiro contaram como chegaram aos noticiários, apesar de terem pensado seguir outros caminhos profissionais
Atualmente são dois dos rostos mais reconhecidos do jornalismo televisivo, mas nenhum dos dois imaginava inicialmente seguir o caminho que os levou aos noticiários.
O casal participou no programa “Na Saúde e na Doença”, conduzido por Guilherme Geirinhas e Margarida Santos. Durante a conversa, recordaram os percursos que os levaram à televisão e as ambições que tinham antes de assumirem o papel de pivô.
Nelma Serpa Pinto contou que, em criança, chegou a imaginar um futuro ligado à representação, embora também tivesse interesse pelo trabalho desenvolvido nos bastidores da televisão.
“Acho que gostava de ser atriz. Gostava dos teatros com os meus primos, acho que era por aí, mas não tinha esta coisa do jornalismo desde sempre. Queria era régie, produção, bastidores, sempre gostei de atrás do ‘Jornal da Noite’ ver a redação, gostava de trabalhar ali atrás. Jornalismo em si e muito menos pivô não estava assim na minha ideia”, revelou.
A jornalista explicou que o caminho profissional acabou por se definir durante a formação académica, depois de uma experiência que despertou o seu interesse pela televisão.
“No curso, depois fui de Erasmus, tive cadeira de televisão, o professor disse que tinha de ir por ali ou sim ou sim, disse que eu ia ter um bom futuro e até me convenceu. E foi por aí”, recordou.
Também João Póvoa Marinheiro admitiu que nunca teve como objetivo inicial ser jornalista ou pivô. O rosto da CNN Portugal revelou que o seu grande sonho de infância estava ligado ao cinema.
“Nós os dois fomos parar a pivôs de televisão um bocado acidentalmente. Não sabia desde cedo que queria ser jornalista, nem tinha essa coisa de estar em casa e ser miúdo e apresentar. Por acaso, o meu grande sonho era ser realizador de cinema. Em miúdo, passava o tempo a fazer filmes”, contou.
Durante a conversa, Nelma brincou com a possibilidade de ter seguido representação e recordou que essa vontade não era assim tão forte como poderia parecer.
“Eu não queria assim tanto ser atriz, não vale a pena explorar assim tanto. Não vale a pena perguntarem se queria ser a Cláudia Vieira ou a Julia Roberts”, afirmou, entre risos.
João Póvoa Marinheiro partilhou também uma memória divertida de uma experiência em teatro, recordando um episódio marcado pelo nervosismo.
“Só fiz um teatro e estava nervosíssimo, o meu papel era simplesmente entrar em palco e bater com o machado, e acabei por magoar o miúdo que estava a fazer de árvore”, contou.
Apesar de terem imaginado outros caminhos, os dois jornalistas acabaram por construir carreiras de destaque no pequeno ecrã, afirmando-se como referências no jornalismo televisivo nacional.






