Autoridades espanholas investigam se queda foi resultado de agressões. Vítima de 35 anos encontra-se hospitalizada em estado grave, após possível tentativa de fuga
Um caso chocante de alegada violência doméstica está a ser investigado pelas autoridades espanholas, depois de uma mulher de 35 anos ter caído do quarto andar de um edifício em O Barco de Valdeorras, no município de Ourense, na Galiza. O incidente ocorreu na tarde de terça-feira, por volta das 12h30, e a vítima foi transportada de urgência para um hospital local em estado considerado muito grave, segundo informou o canal Telecinco.
Face à gravidade dos ferimentos, a mulher acabou por ser helitransportada para uma unidade hospitalar em Vigo, onde permanece internada com prognóstico reservado. A Polícia Judiciária espanhola (Guardia Civil) avançou de imediato com uma investigação criminal, tendo já procedido à detenção do companheiro da vítima, principal suspeito neste caso.
As primeiras diligências apontam para um possível cenário de violência doméstica, com indícios de que a mulher possa ter saltado da janela na sequência de uma situação de desespero ou tentativa de fuga. A hipótese de queda acidental ou provocada por terceiros está também a ser considerada, mas os elementos recolhidos até ao momento sustentam a teoria de maus-tratos prolongados.
Apesar da gravidade do caso, a vítima não constava do sistema oficial de monitorização de violência de género em Espanha, o que significa que não existiam denúncias ou alertas prévios sobre possíveis abusos por parte do companheiro agora detido. Esta ausência de histórico dificulta o trabalho das autoridades, mas não inviabiliza o prosseguimento do processo.
O caso está a gerar forte indignação na comunidade local e renova o debate sobre os mecanismos de prevenção da violência doméstica, mesmo em contextos onde não existem registos anteriores. O detido permanece sob custódia policial e deverá ser presente a tribunal nas próximas horas para primeiro interrogatório judicial. As autoridades sublinham que todas as hipóteses continuam em aberto até à conclusão da investigação.





