Corie Walsh, de 38 anos, terá enviado mensagens a amigos sobre o mediático caso norte-americano poucas horas antes de o filho ser encontrado morto em casa
Uma mulher de 38 anos está acusada de matar o próprio filho, de apenas dois anos, no estado norte-americano de Illinois, num caso que está a causar forte comoção. Corie Walsh, mãe de quatro crianças, terá cometido o crime na passada terça-feira, depois de ter estado a conversar com amigos sobre o caso de Lindsay Clancy, a ex-enfermeira acusada de matar os três filhos. De acordo com as informações divulgadas pela imprensa norte-americana, os investigadores estão particularmente atentos à ligação temporal entre as mensagens enviadas pela suspeita e a morte da criança.
Segundo o New York Post, Corie Walsh demonstrava uma preocupação intensa com o caso de Lindsay Clancy e terá trocado mensagens sobre o assunto com amigos por volta das 12h30 daquele dia. Cerca de três horas e meia depois, o filho, Barrett, conhecido pela família pelo diminutivo “Bear”, foi encontrado sem vida na cave da residência. A criança terá morrido por asfixia, sendo posteriormente acionados os serviços de emergência numa tentativa de salvar o menino.
O alerta às autoridades partiu de uma vizinha, que terá comunicado que Barrett não apresentava pulso e estava a ser alvo de manobras de reanimação. Quando os meios de socorro chegaram ao local, já não foi possível reverter a situação. Entretanto, Corie Walsh encontrava-se no andar superior da habitação, dentro da banheira, numa aparente tentativa de pôr termo à própria vida. O marido da mulher encontrava-se fora da cidade no momento dos acontecimentos e só regressou à residência durante a noite de terça-feira, segundo as informações divulgadas.
Durante a investigação, Corie Walsh terá confessado o crime aos procuradores e feito declarações perturbadoras sobre o filho, referindo-se à criança como “o diabo” e “anticristo”. As autoridades estão agora a procurar esclarecer todas as circunstâncias que antecederam a morte do menino. O advogado da mulher, citado pela ABC7 Chicago, afirmou que a sua cliente estaria a atravessar “um episódio psicótico” no momento dos acontecimentos, argumento que deverá ser analisado no âmbito da investigação e do processo judicial.
O caso deixa assim uma família devastada pela morte de uma criança de apenas dois anos, enquanto as autoridades procuram determinar o que terá acontecido nas horas que antecederam a tragédia. A defesa de Corie Walsh sublinha que a situação deve ser analisada tendo em conta o alegado estado psicológico da mulher e defende uma investigação aprofundada aos acontecimentos. As circunstâncias do crime, a alegada obsessão pelo caso de Lindsay Clancy e o estado mental da suspeita serão elementos centrais para compreender uma tragédia que abalou profundamente a família Walsh.






