Líder do grupo Mirpuri e atual presidente da Hi Fly deixa legado na aviação, medicina e investigação científica
O empresário português Paulo Mirpuri morreu no passado sábado, deixando um profundo pesar no setor empresarial e aeronáutico. A notícia foi avançada pelo jornal Económico e confirmada pela Fundação Mirpuri, que destacou o impacto duradouro da sua vida e carreira em várias áreas, desde a aviação à investigação científica.

Numa mensagem publicada nas redes sociais, a Fundação Mirpuri referiu tratar-se de uma “notícia profundamente triste”, sublinhando que o empresário “inspirou tantas pessoas” ao longo do seu percurso. A nota destaca ainda a forma como viveu, marcada por coragem, determinação e uma constante vontade de inovar, qualidades que o tornaram uma figura respeitada em diferentes setores.
Empresário, piloto e também médico de formação pela Universidade Nova de Lisboa, Paulo Mirpuri construiu uma carreira multifacetada. Foi um dos fundadores da Air Luxor, criada em 1988, que se destacou durante anos no panorama da aviação comercial portuguesa. Após a insolvência da empresa, voltou a afirmar-se no setor ao fundar, em 2006, a Hi Fly, atualmente especializada no aluguer de aeronaves com tripulação.
Para além da aviação, Paulo Mirpuri teve um papel relevante na promoção da investigação médica e científica. Segundo a fundação, apoiou diversas expedições internacionais que contribuíram para a descoberta de novas espécies e para um maior conhecimento do planeta, demonstrando um interesse que ia muito além do mundo empresarial.
Com a sua morte, desaparece uma das figuras mais influentes da aviação portuguesa nas últimas décadas. O seu legado permanece não só nas empresas que criou e liderou, mas também no impacto que deixou em áreas como a ciência, a medicina e a exploração global, sendo recordado como um visionário que marcou gerações.





