Artista de 53 anos deixa legado marcante na música lusófona e profunda consternação entre fãs e instituições
O mundo da música está de luto com a morte de Mário Marta, que faleceu esta quinta-feira, 16 de abril, aos 53 anos, em Portugal. A notícia foi confirmada pela produtora Broda Music, gerando uma onda de pesar entre fãs, colegas e entidades oficiais, incluindo o Ministério da Cultura de Cabo Verde.
Nascido a 30 de agosto de 1972 na Guiné-Bissau, filho de pai guineense e mãe cabo-verdiana, o artista cresceu em Mindelo, rodeado por fortes influências musicais. Ainda jovem, teve contacto com nomes históricos como Cesária Évora, o que moldou a sua identidade artística e o seu percurso na música tradicional cabo-verdiana.
Ao longo de mais de duas décadas de carreira, Mário Marta destacou-se tanto como cantor a solo como também enquanto backing vocal, colaborando com artistas de renome como Rui Veloso, Mariza, Carminho e Lura. Integrou ainda o grupo gospel SHOUT!, fundado por Sara Tavares, consolidando o seu papel na cena musical lusófona.
O reconhecimento enquanto artista a solo surgiu com os singles “Kriol” e “Aguenta”, sendo este último distinguido nos International Portuguese Music Awards. Em 2021, lançou o EP Ser de Luz, que lhe valeu nomeações e prémios nos Cabo Verde Music Awards, reforçando o seu estatuto como uma das vozes mais autênticas da sua geração.
Já em 2026, participou no Festival da Canção com o tema “Pertencer”, da autoria de Djodje, regressando a um palco que já conhecia dos bastidores. Apesar de não ter alcançado a final, a sua presença foi amplamente elogiada. Mário Marta parte deixando uma herança musical rica, profundamente enraizada nas tradições cabo-verdianas, que continuará a ecoar entre gerações.






