Último funcionário comunista preso antes do 25 de Abril tinha 94 anos
José Carlos Almeida morreu aos 94 anos, anunciou o Partido Comunista Português, que lamentou profundamente a perda de uma das suas figuras mais marcantes e destacou a sua “vida inteiramente dedicada à luta” em defesa da liberdade, da democracia e dos direitos dos trabalhadores.
Numa nota enviada à comunicação social, o Secretariado do Comité Central do PCP recordou José Carlos Almeida como um resistente antifascista e militante de referência, sublinhando o seu papel na oposição ao regime do Estado Novo e o seu compromisso com os ideais comunistas ao longo de várias décadas.
O partido salientou ainda que José Carlos Almeida ficou na história por ter sido o último funcionário do PCP detido pela polícia política antes da Revolução dos Cravos, episódio que simboliza o contexto de repressão vivido em Portugal até à queda da ditadura.
Ao longo do seu percurso, integrou o Comité Central do PCP e participou ativamente na organização e consolidação do partido, sendo reconhecido pelos camaradas como um exemplo de dedicação, coragem e coerência política. A sua trajetória ficou profundamente ligada à luta antifascista e ao desenvolvimento da democracia em Portugal.
A morte de José Carlos Almeida representa o desaparecimento de uma figura histórica do comunismo português e de um dos resistentes que viveram diretamente os momentos mais decisivos da história contemporânea do país. O PCP endereçou condolências à família e amigos, homenageando um homem cujo legado permanecerá associado à luta pela liberdade e pela justiça social.






