Locutor histórico e pioneiro da interação com ouvintes deixa legado único na rádio e televisão em Portugal
A rádio portuguesa está de luto com a morte de Cândido Mota, aos 82 anos. Considerado uma das grandes vozes da comunicação nacional, o locutor deixa um legado marcante construído ao longo de várias décadas, tanto na rádio como na televisão. Com um timbre inconfundível e uma presença discreta, mas impactante, tornou-se uma figura incontornável na evolução dos media em Portugal.
Nascido em Espinho em 1943, Cândido Mota iniciou o seu percurso ainda jovem, aos 17 anos, no Rádio Clube Português, afirmando-se rapidamente pelo talento e pela forma única como comunicava com o público. Foi, no entanto, na Rádio Comercial que consolidou o seu nome, com programas que marcaram época, entre eles o icónico “Passageiro da Noite”, um formato pioneiro que abriu a antena aos ouvintes e revolucionou a interação na rádio portuguesa.
Ao longo da sua carreira, destacou-se também na televisão, onde colaborou com nomes de peso como Herman José, sendo a voz-off de programas de grande sucesso como “A Roda da Sorte”. A sua versatilidade levou-o ainda a participar em vários formatos de entretenimento, mantendo sempre a ligação à palavra e à comunicação, áreas onde deixou uma marca profunda.
Nos últimos anos, o locutor afastou-se da vida pública, residindo na Casa do Artista, em Lisboa. A sua morte representa o fim de uma era para a rádio em Portugal, mas o seu contributo permanece vivo na memória coletiva. Cândido Mota não foi apenas uma voz — foi um símbolo de proximidade, inovação e autenticidade que continuará a inspirar futuras gerações de comunicadores.



