A artista morreu poucos dias depois de a banda ter revelado que enfrentava uma forma agressiva de cancro no cérebro
O mundo da música está de luto pela morte de Jennifer Finch, histórica baixista da banda norte-americana L7. A artista morreu aos 59 anos, poucos dias depois de ter sido tornado público que enfrentava uma forma agressiva de cancro no cérebro. A doença obrigou-a a afastar-se da digressão de despedida do grupo, que estava prevista para os próximos meses.
A notícia foi confirmada pelas restantes integrantes das L7, que prestaram uma sentida homenagem à colega, amiga e companheira de aventuras. A banda destacou a longa e corajosa batalha travada por Jennifer contra a doença e recordou o carinho que recebeu de amigos, músicos e fãs de todo o mundo. Também a família da artista deixou uma mensagem emocionada, sublinhando o enorme impacto que teve no mundo da música e, sobretudo, na vida das pessoas que lhe eram mais próximas.
O estado de saúde de Jennifer Finch tinha sido revelado no dia 13 de julho. Na altura, as L7 explicaram que a artista enfrentava complicações provocadas pelo cancro cerebral e que, depois de várias cirurgias, precisava de cuidados intensivos, reabilitação e acompanhamento especializado em casa. Apesar da situação delicada, Jennifer incentivou as restantes colegas a avançarem com a ‘The Last Hurrah Tour’, que marcou a despedida do grupo dos palcos.
Nascida a 5 de agosto de 1966, em Los Angeles, Jennifer Finch entrou para as L7 em 1986, um ano depois da formação da banda por Suzi Gardner e Donita Sparks. A baixista participou em quatro dos seis álbuns de estúdio do grupo, do qual saiu em 1996, regressando quase duas décadas depois, em 2015. Ao longo da carreira, integrou ainda projetos como OtherStarPeople, Pandoras e The Shocker, além de ter desenvolvido trabalho na área da fotografia. A sua morte deixa uma marca profunda no rock alternativo e encerra o percurso de uma artista que conquistou um lugar de destaque na história da música.






