Decisão do Tribunal de Família e Menores de Aveiro será conhecida a 17 de abril…
O Ministério Público de Aveiro pediu, esta sexta-feira, ao Tribunal de Família e Menores de Aveiro a aplicação de uma medida tutelar de três anos de internamento em regime fechado num centro educativo para um jovem de 14 anos acusado de ter morto a própria mãe, a vereadora da Câmara de Vagos, Susana Gravato.
De acordo com a acusação, o caso terá ocorrido na sequência de dois disparos na cabeça, alegadamente efetuados pelo menor com uma arma pertencente ao pai, que estaria guardada em casa. As munições terão sido retiradas de uma gaveta de uma mesa de cabeceira, segundo os elementos recolhidos durante a investigação.
Durante as alegações finais, as mandatárias do jovem, as advogadas Carla Delgado e Sara Andrade, defenderam uma solução diferente, pedindo que a medida aplicada passasse para regime semiaberto. A defesa sublinhou a necessidade de acompanhamento psiquiátrico e de um processo gradual de reintegração social do menor.
O caso, que chocou a comunidade local e o país, envolve a morte de uma autarca muito conhecida no concelho de Vagos, gerando forte comoção pública e debate sobre segurança no acesso a armas e saúde mental em contexto familiar.
A decisão do Tribunal de Família e Menores de Aveiro será conhecida no próximo dia 17 de abril, determinando a medida tutelar a aplicar ao jovem no âmbito do processo em curso.





