Após ser acusado de violência doméstica contra a ex-mulher Teresa Caeiro, o jornalista nega as alegações e prepara ação judicial contra o diretor do Correio da Manhã, Armando Esteves Pereira.
Miguel Sousa Tavares quebrou o silêncio esta semana, dois dias após a publicação de um artigo polémico no Correio da Manhã, que sugeria que Teresa Caeiro, sua ex-mulher, teria sido vítima de violência doméstica durante o casamento. O jornalista e escritor de 73 anos mostrou-se visivelmente consternado com as acusações e anunciou que irá avançar judicialmente contra Armando Esteves Pereira, diretor daquele jornal. “Vou fazer o que tenho de fazer, não só para defender a minha honra, mas também a memória da Teresa”, afirmou em declarações exclusivas ao 24Horas.
A notícia do Correio da Manhã causou enorme controvérsia, especialmente porque Teresa Caeiro, ex-deputada e figura pública respeitada, faleceu em 2024, e não se pode defender das alegações. Sousa Tavares considera inaceitável que se publiquem acusações tão graves sem fundamento nem contraditório. “Acho extraordinário que tenham escrito o que escreveram, em tanto lado e por tanta gente, sem nunca terem falado comigo. Não me ligaram, como não ligaram à família e amigos da Teresa”, desabafou o jornalista, reforçando o caráter sensacionalista da abordagem.
Importa lembrar que Teresa Caeiro esteve casada apenas uma vez, com Miguel Sousa Tavares, o que torna as alegações do artigo ainda mais pessoais e delicadas. A proximidade com o falecimento da ex-deputada, aliada ao teor das acusações, acentuou o choque entre os que conheciam a relação entre ambos. Amigos próximos e membros da família terão igualmente manifestado perplexidade face à publicação da notícia sem qualquer validação ou cuidado ético.
A decisão de Sousa Tavares de recorrer aos tribunais surge como uma tentativa de pôr um travão a notícias que, segundo o próprio, atacam não apenas a sua imagem pública, mas também o legado e a memória de Teresa Caeiro. A ação visa diretamente Armando Esteves Pereira, a quem responsabiliza pela publicação. Esta tomada de posição poderá abrir espaço para um debate mais profundo sobre os limites do jornalismo, o respeito pela privacidade e o uso do nome de pessoas falecidas em peças mediáticas.
Com este processo judicial iminente, Miguel Sousa Tavares pretende repor a verdade e exigir responsabilidade por parte dos órgãos de comunicação. A polémica está longe de terminar e promete marcar a agenda mediática nos próximos tempos, reabrindo questões delicadas sobre ética, justiça e liberdade de imprensa em Portugal.






