O personal trainer abriu o coração sobre o passado e contou como os traumas da infância ainda hoje têm impacto.
Micael, concorrente de “Casados à Primeira Vista”, esteve no “Casa Feliz”, da SIC, onde falou abertamente sobre a sua história de vida. O personal trainer, que nesta temporada casou com Bruna e criou uma ligação imediata com a companheira, revelou que foi retirado aos pais biológicos por decisão do tribunal, na sequência de problemas relacionados com a sua saúde e de situações de maus-tratos.
Uma nova família desde muito pequeno
Micael explicou a Diana Chaves e João Baião que passou por um centro de acolhimento antes de ser adotado. Segundo contou, quando os pais adotivos chegaram ao local, foi imediatamente ao encontro deles e acabou por criar uma ligação muito forte. “Foram as únicas pessoas a quem eu me agarrei”, recordou, deixando claro que são essas as pessoas que reconhece como os seus verdadeiros pais.
O concorrente revelou ainda que não mantém qualquer relação com a família biológica e que nunca chegou a conhecer os pais. Atualmente, guarda apenas alguns documentos relacionados com o seu passado, entre registos médicos e legais. “Tenho mais interesse em perceber de onde venho, não propriamente das pessoas em si”, explicou, referindo-se às circunstâncias que levaram à sua retirada da família de origem.
Uma cicatriz que permanece
Foi ao falar dos maus-tratos que Micael fez uma revelação particularmente dolorosa. O personal trainer contou que ainda tem uma pequena cicatriz na barriga e afirmou: “Os meus pais apagavam beatas de cigarro na minha barriga”. O episódio, segundo explicou, deixou marcas que foram muito além da cicatriz física e tiveram consequências ao longo da sua vida.
Micael recordou que, durante a adolescência, tinha reações inesperadas quando alguém se aproximava dele com um cigarro, mesmo estando num ambiente descontraído. O corpo ficava tenso e entrava num estado de alerta sem que inicialmente percebesse a razão. Mais tarde, com o acompanhamento de uma psicóloga, percebeu que aquela reação estava diretamente ligada às experiências traumáticas vividas na infância.






