Um mergulhador taiwanês morreu no sábado, 8 de fevereiro, enquanto participava nas buscas por restos mortais no local do desastre da mina de carvão subaquática de Chosei, ocorrido em 1942, no oeste do Japão…
A informação foi confirmada por um grupo da sociedade civil envolvido na preservação da memória da tragédia.
De acordo com a associação, o homem — membro de um grupo internacional de voluntários — sofreu uma convulsão durante as operações de mergulho e acabou por falecer já no hospital. O acidente ocorreu na mina localizada no Mar Interior de Seto, ao largo da cidade de Ube, na província de Yamaguchi.
As buscas tiveram início na passada terça-feira, coincidindo com o 84.º aniversário do desastre mineiro que vitimou 183 pessoas, entre as quais 136 trabalhadores coreanos, num dos episódios mais trágicos da história da mineração japonesa.
O local voltou recentemente à atualidade após a primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, e o presidente da Coreia do Sul, Lee Jae Myung, terem referido os progressos dos esforços conjuntos entre os dois países para a realização de testes de ADN a ossadas humanas recuperadas no local. O tema foi abordado durante um encontro realizado no mês passado, em Nara, no oeste do Japão.
No próprio sábado, realizou-se em Ube uma cerimónia de homenagem às vítimas do acidente de 1942. O momento contou com a presença de membros do grupo cívico, familiares das vítimas e parlamentares japoneses e sul-coreanos, num gesto simbólico de memória, reconhecimento histórico e cooperação internacional.
A morte do mergulhador lança agora um tom ainda mais pesado sobre uma missão que visa honrar as vítimas e esclarecer um capítulo doloroso do passado, reforçando os riscos associados a operações de recuperação em locais subaquáticos históricos.






