Obras do maior hub audiovisual de Portugal avançam a ritmo mais lento e geram incerteza no grupo Media Capital
O ambicioso projeto Media City, idealizado por Mário Ferreira, está a enfrentar contratempos significativos que colocam em causa o calendário inicialmente definido. Prevista para arrancar no início de 2026, a mudança das operações da Media Capital para o novo polo tecnológico, em Agualva-Cacém, deverá sofrer atrasos, uma vez que as obras decorrem a um ritmo inferior ao esperado.
Localizada junto às atuais instalações em Queluz de Baixo, a futura Media City foi apresentada como um passo estratégico para modernizar e centralizar toda a estrutura do grupo. O plano passava por uma transição faseada das várias áreas — incluindo produção, informação e meios técnicos — ao longo de 2026. No entanto, fontes internas indicam que o projeto está ainda longe de atingir uma fase que permita o início dessa mudança.
A dimensão e ambição do empreendimento ajudam a explicar a complexidade da obra. A Media City promete tornar-se o maior hub audiovisual de Portugal, com cerca de 12.200 metros quadrados e um total de 12 estúdios de última geração. O objetivo é concentrar num único espaço marcas como a TVI e a CNN Portugal, criando um centro integrado de produção e inovação tecnológica no setor dos media.
Internamente, a expectativa era que a primeira empresa a instalar-se no novo complexo fosse a Plural Entertainment Portugal, responsável por grande parte das produções de ficção do grupo. No entanto, com o atraso nas obras, este plano poderá também ser revisto, adiando a reorganização interna que estava prevista há vários meses.
Apesar dos obstáculos, a Media Capital mantém o compromisso com este investimento estratégico, considerado essencial para reforçar a competitividade no panorama audiovisual nacional. Ainda assim, o adiamento levanta dúvidas sobre os prazos reais de conclusão e sobre o impacto que isso poderá ter na operação diária e na evolução futura do grupo liderado por Mário Ferreira.






