Ex-inspetor da PJ esclarece o que a autópsia pode revelar sobre a tragédia que vitimou o jovem de 25 anos
A morte de Maycon Douglas continua a chocar o país e a levantar inúmeras questões sobre o que realmente aconteceu na noite em que o jovem desapareceu. Após sete dias de buscas, o DJ foi encontrado sem vida na Praia do Sul, na Nazaré, na quarta-feira, 7 de janeiro, e desde então a atenção tem-se centrado na autópsia, considerada fundamental para esclarecer a causa da morte.
No programa Noite das Estrelas, da CMTV, André Inácio, ex-inspetor da Polícia Judiciária, explicou de forma detalhada a importância dos exames médico-legais realizados ao corpo de Maycon Douglas. “A autópsia será a prova régia de tudo isto”, afirmou, sublinhando que é neste procedimento que residem as respostas mais objetivas e científicas sobre o que aconteceu ao jovem.
Segundo o especialista, um dos aspetos mais relevantes da autópsia passa pela análise dos pulmões. “A primeira e a mais importante de todas é perceber o estado dos pulmões”, explicou. André Inácio detalhou que, caso a pessoa já esteja sem vida quando entra na água, os pulmões não apresentam água no seu interior, o que indicaria que a morte teria ocorrido antes da queda para o mar.
O ex-inspetor acrescentou ainda que outros sinais podem ser procurados, como perfurações provocadas por lâmina ou por arma de fogo. “Só se houvesse alguma perfuração por tiro ou por lâmina é que ainda se poderia apurar alguma coisa”, referiu, explicando que esse tipo de lesões profundas internas poderia resistir aos danos causados pelo mar e pelo embate constante do corpo contra as rochas.
Por outro lado, André Inácio alertou que um eventual homicídio por agressões físicas seria mais difícil de provar, uma vez que as marcas poderiam ficar dissimuladas pelos múltiplos traumatismos resultantes dos dias em que o corpo esteve no mar. Assim, a autópsia assume um papel absolutamente central para determinar se Maycon Douglas morreu por afogamento ou se a morte ocorreu antes da queda, ajudando a orientar de forma definitiva o rumo da investigação que continua a comover Portugal.
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